terça-feira, 14 de junho de 2011

Serraria-PB

Ainda não conheço Serraria/PB. Cidadezinha do interior da PB.
É bem verdade que por lá já estive algumas vezes quando criança,
mas além do frio e da ladeira, de nada mais lembro.
Logo, não conheço.
Mas já ouvi muito falar. E ainda ouço. Nesses dois dias então...
tenho uma vózinha com 89 anos e uma memória de elefante!
Não esquece nada, cada detalhe, cada lembrança...
e as vezes ainda me diz, "parece até que estou vendo".
Como alguém passa por tantas coisas como ela passou e no
fim das contas ainda está maravilhosamente lúcida nessa idade?
Sua vida vovó, está muito viva, assim como você.
Serraria, Solânea, Bananeiras, Araruna, Campina Grande...
deram mesmo uma geral no Cariri paraibano. Região essa
que pra uma geração paterna anterior a minha, tanto significa,
e que eu, tanto ouço falar.
Salve as nordestinas e nordestinos que sã fortes, sempre foram,
e vão à luta. Salve vovó!
MARI
:)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Hoje

Acordei me sentindo esquisita.
Era o exame de sangue. O mais completo de todos os tempos, pode crê!
Esses dias me renderam exames, fisioterapia...affe, tô uma velhinha mesmo!
Mas se tudo junto me ajudar a melhorar, tô seguindo a risca.
Pra completar meu aperreio ando me sendindo a feiosa da vez.
Gorda. Cara pálida. Anêmica.
Affe! Deus me dê paciência!
Tô indo levar mamis ao trabalho. Passarei o dia na casa dé vovó,
hoje serei acompanhante! Té breve!
MARI
:D

domingo, 12 de junho de 2011

Rabiosa

Affe Maria, já viram o novo video da Shakira, que bombou na net
poucas após seu lançamento?
A cada música, a cada batida Shaki me conquista ainda mais.
Seu último cd SALE EL SOL é mesmo um dos mais dançantes, adoro!
Minha avózinha continua mais ou menos, Deus fortaleça sua saúde.
Eu, aos poucos caminho para o início do poço, o fundo já estava me cansando, rs.
Vou indo. Bom dia dos namorados!
MARI
:D

terça-feira, 7 de junho de 2011

Foi Herança

Meu mal foi herdado geneticamente.
Não tenho como fugir. Não tenho como correr.
Só posso ser forte e esperar que passe logo. Mas dessa vez, está custando.
Todo mundo tem problemas, não sou cega, eu vejo.
Mas não estou num bom momento pra ser a consoladora de ninguém, sinto muito.
E estou me permitindo não o ser. Não que os meus problemas sejam maiores ou piores.
Mas estão latentes e bem vivos a ponto de me fazer ser egoísta nesse momento,
e olhar só os meus, desculpe.
A vida da gente poderia ser mais simples? A gente complica demais?
Como simplificar tudo e sobreviver? Como simplificar tudo sem ser anti-social?
Minha vó também está doente. Farei um esforção para vê-la e acalenta-la ainda hoje.
Que Deus a ilumine e a dê muitas forças, para que no alto de seus 89 anos, essa seja só
mais uma marolinha...como diria o Lula.
Já leram o Salmo 11 da Bíblia? Ontem abri direto nele. Fala sobre os justos.
" Os justos devem esperar em Javé, ele tudo vê". Esse vai pra minha mãe, pra ter fé.
Pra mim...resta a paciência. Há tanto mal assim em querer isolar-se?! Me deixem!
Bom, vou indo ao médico.
MARI
:/

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Transformação...

(na foto: o grande bailarino paraibano, Arthur Marques que fez parte do elenco de Cat´s em SP ano passado)


Quando a crise demora muito mais a passar significa que as questões são mais graves?

O pior é saber que a solução de todas, TODAS, as questões, é muito mais profunda do que eu gostaria.

Soluções que não se sustentam com reformas, mas que exigem transformações.

É quase como vestir-se de uma outra você, aquela ideal de você mesma.

É sonho, é utopia.

Sabe quando nada mais tem graça? Quando não há o que motive a sair do quarto?

Sabe quando você sabe que ninguém vai resolver seu problema e por isso nem adianta começar a explicar?

Sabe quando as pessoas mais próximas, parecem que não te entendem?

"É uma fase chata", "não aguento mais essa sua velhice"!!

E eu vou dizer o que? É assim mesmo né?

MARI

:?/




segunda-feira, 30 de maio de 2011

Voar, voar, subir, subir...

(foto: apresentação 2010 do grupo jovem do Ballet Bolshoi Brasil em João Pessoa/PB)


Quando eu era mais nova, escrevi um livro.

Chama-se o melhor da vida é viver. Eu tinha 15 anos.

Estava no ensino médio, e me lembro como hoje, como era bom.

As meninas da sala marcavam dia pra le-lo.

Acho que foi a partir dai que concretizei meu gosto pela escrita.

E não é que de bobeira, achei o tal livro?!

Tá lá escrito a mão e cheio de tudo aquilo que eu me lembrava.

Cheio de vida, literalmente.

Cheio, transbordando aquela Mari que eu gostava tanto de ser.

Transbordando aquela vida, naquele lugar, com aquelas pessoas

e aqueles assuntos que eram FANTÁSTICOS, mas que não voltam mais.

Porque é que a gente não lembra disso a cada segundo vivido?

"olha, isso aqui acabou, daqui a um minuto é passado, não volta mais".

Talvez se vivêssemos assim seríamos todos loucos.

Mas loucos intensos. Loucos vividos.

Tanta coisa boa e linda eu já vivi. Não posso reclamar.

Mas porque que as coisas ruins e chatas tardam tanto a passar?

Gostaria de voar e subir, como diz a canção... e alcançar aquilo tudo que se foi

e voltar a ser aquilo que eu fui...

mari

:/

eu sei qual seu problema

Eu sei bem do mal que você padece: seu mal sou eu.
Pois é, infelizmente eu existo.
Ó triste e cruel a sua sina não é mesmo?
Ter que simplesmente conviver com aquilo
que você menos desejaria estar perto na vida... ó triste viver!
Mas não se preocupe não, eu sei de tudo isso, eu sei a muito tempo.
Não é preciso expressar literalmente com palavras, seus olhares me dizem tudo.
São olhares de disabor, de insatisfação, de raiva, de ódio mesmo.
E não haveria maneira mais direta de me contar isso tudo, se você quer saber.
É, seus olhos falam!
E tomara que leiam também, que leiam isso aqui um dia.
E se lerem, que tranquilizem sua mente - que se mostra nitidamente a cada dia menos
paciente e mais pertubada com minha desagradável presença - pois
nossa convivência, está bem mais perto do fim do que em qualquer outro tempo.
Porque você acha que engulo todos os sapos da minha vida naquela faculdade?
Porque você acha que finjo que você não existe mesmo dividindo com você o mesmo corredor?
Há objetividade racional nisso tudo: mentalizei, determinei e estou correndo atrás.
Contando literalmente os dias pra começar a colocar um fim nessa situação em que vivemos.
Porque acha que comprarei um apartamento na primeira oportunidade que terei?
Pra não ter que acordar, olhar pro lado e vê-lo. E aí, isso tudo terá realmente fim.
Será seu descanço, sua vitória - e a minha, ah, pode crê.
Que sua auto-suficiencia lhe baste sempre e que seu narcismo não lhe consuma
antes mesmo do que você espere.
E, principalmente, que o mundo dê muitas, muitas e muitas voltas e que a gente continue
sempre caminhando divergentemente, porque juntos, nunca seremos.
Eu sempre estive só, sempre soube disso.
Mas você não, você está - e me esforço a algum tempo para que SEJA só - a pouco tempo.
Não vai lhe fazer diferença não é? Aliás, vai sim, era tudo o que você queria.
Espero que fique bem.
Eu? Vou ficar. Nao tenho pena de mim mesma, sempre levo máxima:
"antes só que mal acompanhado" à risca. Costumo andar mesmo sozinha,
e não vejo malefícios nisso. Estar sozinha, não significa viver na solidão.
Solidão maior e concreta é essa a que vivo hoje.
É a de conviver com alguém que lhe despreza completamente.
Aqui sim eu vivo em solidão.
Mas porei um fim nisso, ou não sossegarei.
MARI