quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

E euuuuuuuuuuuuuu gostava TANTO de você!

Mudar é feio? É errado?
Eu acho que não.
Mudar é simplesmente humano.
A gente vive e as nossas experiências constantes vão fazendo de nós constantemente novas criaturas.
O que não muda nunca, são nossos princípios, nossos valores, nosso caráter.
Para mim, isso NUNCA muda.
No mais, hoje você pode detestar sorvete de pistache e amanhã conhecer uma nova forma de fazê-lo e se apaixonar... por que não?!
Hoje você pode adorar um pagode mas amanhã você começa a frequentar um curso de música clássica e descobre que aí sim é "sua praia".
Além disso, acredito que vivemos fases, sempre.
A fase da "pegação", a da "rebeldia", a da "carência", a das "dietas mil", a da "fã da MTV", a da "implicância com tudo", a da "implicância com nada"... enfim, somos pessoas de fases.
As fases não nos fazem volúveis, variáveis e inconstantes. E nos fazem também...
Mas isso pode ser administrado positivamente desde que saibamos reconhecer as benesses de cada momento vivido sem arrependimentos ou lamentações e, mais que isso, seguir TRANQUILAMENTE sem levá-las consigo já que agora estamos num "novo tempo".
Viver um "novo tempo" não significa que os anteriores foram ruins e piores, foram outros. Só isso. Ponto.
Tudo passa, tudo muda. Então vivamos cada minuto como se este não fosse mais voltar - até por que não vai mesmo, sinto informar, rs.
E, o mais importante:
no presente, por favor, não faça com que NEM as lembranças (aquilo que MAIS vale do que foi vivido) das fases anteriores fiquem... não faça com que elas sejam forçosamente esquecidas.
(Por que do que se viveu, são elas que ficam, pra sempre. E ainda bem, já que - no geral - são das positivas que mais lembramos....)
Olha...há tanta gente que no presente se torna amargamente insuportável, que acaba conseguindo fazer com que até as lembranças positivas das fases passadas que se têm sobre e com ela sejam forçosamente deletadas... o que é triste.
Por fim, ratifico: se você passou, como um fase, na vida de alguém que fique nela, que permaneça PELO MENOS como uma lembrança saudosa, boa de se lembrar...
Mari
:)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mas por que?!


Se você, como eu, assistia Castelo Ratimbum na infância vai se lembrar do perguntador Zequinha.
Para TUDO ele tinha seus 1001 "por quês".
A galera enchia o saco e gritava depois do enésimo questionamento: "porque sim, Zequinha!".
Claro, o Zequinha é um bom exemplo de uma fase determinada de nosso desenvolvimento cognitivo ainda na infância - já dizia o construtivista Piaget - mas me pergunto por que é que a gente deixa essa "fase" passar...
Filosofar é mais simples do que parece.
A tal "atitude filosófica" incentivada por Sócrates deveria ser muito mais praticada por nós... questionar, duvidar, procurar saber o "como", o "por que" das coisas, das pessoas, de tudo...
(claro, ser questionador e crítico mas sem ser completamente descrente de tudo. Afinal um descrente além de ser uma pessoa triste - literalmente - é também alguém insuportável...).
"Por que sim" não pode ser resposta para bastar nossas inquietações.
Esse conformismo, essa passividade, esse "assim tá bom" ou ainda o "tanto faz", "o que a maioria quiser"... essa APATIA para vida, para o futuro, para o HOJE, o AGORA... não pode, não dá.
"Por que sim" NÃO ué?!
Mari

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Iniciativa

Acabo de ver uma palestra na Tv.
O palestrante começou assim:
"Um voluntário, por favor um voluntário".
A platéia estava LOTADA. Ninguém se habilitou né? Aí ele...
"gente, não é possível que não exista ninguém pra ser meu voluntário..."
Aí - depois de uns 5 min - um cara, assim meio tímido, levantou. O palestrante respondeu:
"venha meu filho, não tenha medo!"
(toda a plateia ria esperando o "mico" que o tal voluntário ia "pagar" quando o palestrante disse...)
"por ter se candidatado a meu voluntário (abrindo a carteira) você ganhou 100 reais!"
(e pagou MESMO ao rapaz o dinheiro. Este sem jeito, e meio incrédulo, voltsou ao lugar em entender direito o que aconteceu...).
E o palestrante concluiu:
"a iniciativa é uma qualidade muito valiosa e rara nos dias de hoje. Ninguém tem coragem de se arriscar, de ousar, de inovar. Todo mundo tem receio de "ser o primeiro" seja nas relações pessoais, de trabalho ou nas demais áreas de nossas vidas. Ficar parado fazendo o que você já faz e o que todo mundo sabe que você é capaz é pouco. É preciso ter coragem e se não souber fazer, se candidate, pelo menos, à aprender.
Iniciativa meus amigos, pensem nisso. Afinal, quem gosta de estátua é pombo!".
Putz, PERFEITO!
Fiquei muito muito muito reflexiva sobre o que esse cara fez e, principalmente, sobre o que ele disse.
Inércia.
Paralisação.
Conformidade.
Já era. (em todas as áreas da nossa vida).
PS. lembrei de você - meu leitor "especial" - viu? Afinal, como diria "UP- Altas Aventuras":
"A aventura está lá fora!". Vamos?!
Mari
:)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ah, o cavalherismo...


Convivo diariamente, a muitos anos, com a questão do cavalherismo...
e estes dias andei pensando sobre a linha extremamente tênue que o separa
da "frescura" ou da "indiferença".
Afinal, até onde esperar cavalherismo de alguém é frescura demais?
Ou
Até onde a falta de cavalherismo pode ser vista apenas como "ah, é desajeitado tadinho..."
e não como real indiferença mesmo?!
Difícil questão não é?
Sou uma das grandes defensoras dos direitos e deveres iguais para homens e mulheres MAS,
também sou muito muito muito adepta do cavalherismo - se possível nas 24hs do dia.
E tem coisa melhor do que conviver com gente atenciosa, delicada, gentil e sensível
(independente do sexo)?!
Um carinho, UMA ATENÇÃO, um CUIDADO com o outro - ainda mais com aqueles que
"em tese" se ama - não deveriam fazer parte do pacote "eu amo você"?!
Claro, todo mundo é mortal. Haverão os dias e situações de stress, mal humor, impaciência e cansaço nos quais tudo o que se quer é ficar sozinho curtindo nosso amor próprio.
Ok. Entendo mesmo, na boa.
Mas, se forem os momentos e dias de exceção. Sim, por que conviver com alguém que faz do cavalherismo a exceção de fato não é nada cavalheresco...
Ah, o cavalherismo... que falta faz...
Em mulheres também viu?! Ora não...
Como o mundo está doido...
Todo mundo corre para um lado e para o outro e esquece de se relacionar com os demais com o carinho que eles merecem (principalmente se o "demais" for alguém que se ama...)
Ultimamente nos falta tempo para tudo, inclusive para gestos de cuidado, de gentileza, de carinho.
E isso, me incomoda profundamente. Muito.
Pocha, por exemplo...
Esqueceu? Finge que lembrou!
Quebrou? Tenta consertar!
Sujou? Lava!
Está corrido? Ah, mas deixa um recadinho no "bafo" do box do banheiro...
Tá pesado? Ajuda a carregar!
Tá difícil? Se dispõe a escutar.
Quer correr? Dá um jeito de esperar...
Enfim, o cavalheiro não é aquele que compra um colar de diamantes, anda numa Ferrarri ou entope a casa de rosas até o teto sabe?
A gentileza não está no fato de deixar de viver para só pensar em agradar/bajular o outro...
(até por que aí pra mim é "puxa saquismo" mesmo...)
Ser cavalheiro, homens e mulheres, é não ser CAVALEIROS.
Afinal, os outros são gente. Pessoas com sentimentos, e não cavalos
(que também não merecem de jeito nenhum serem tratados com descuido).
Pense nisso...
#FicaAdica
MARI

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sob outro ângulo...




Se tem uma coisa que escuto repetidas vezes da minha psicóloga
e que aprendi na minha jornada de pesquisadora na universidade
é a olhar as coisas por outro ângulo e outro e outro e outro...
A Historiografia me ensinou que a verdade não existe.
A verdade é temporal, momentânea... e principalmente, ela depende
- como diria meu odiado professor de física da escola, rs -
"do referencial"... é meus amigos, TUDO DEPENDE DO REFERENCIAL.
Todo dia, em cada situação a que me exponho e a cada experiência que vivo,
é disso que me lembro.
A cada vez que converso com alguém e escuto uma "baboseira" sem fim,
fico alí olhando para pessoa, vendo sua boca mexer, suas mãos gesticularem...
mas deixo de assimilar o que ela diz e faço "cara de Monalisa" enquanto penso:
"não é incrível como essa pessoa pensa ASSIM sobre isto?
É o oposto do que eu diria, ou pensaria..."
ou então
"...eu nunca tinha pensado ASSIM, desse jeito, sobre isso...".
Tentar entender a perspectiva dos outros não quer dizer que eu abandone as minhas.
Todavia, entender o olhar, os espectros sobre o qual o outro fala, e vê,
faz das relações humanas algo menos "combatente" e mais complacente.
Entender, claro, não é aceitar.
Entender o outro não é vestir a carapuça do "sou errado sempre, óh céus, como sou ruim", não é isso.
Entender o outro é tentar perceber PRINCIPALMENTE que EU e minha visão, ou ponto de vista,
não somos o CENTRO do mundo.
Quando se entende isso, a vida fica menos pesada - até por que o outro também pode mudar, ou você e suas ideias ou ideais também podem mudar...
afinal, o mundo gira, as pessoas - incluindo você mesmo - crescem, desenvolvem-se...
novas descobertas são feitas na ciência, na religião, na vida...
Nada é eterno.
Nada se cria, tudo se transforma.
Que bom seria se todo mundo pensasse assim: se transformar não se significa mudar.
A transformação traz, acrescenta.
Mas a essência, os valores, o carater devem sempre ser os mesmos
só que acrescidos da sabedoria do tempo, da experiência de vida...
Os ângulos são tantos... é preciso aceitar melhor isso.
Conviver melhor com isso.
Só quando quisermos tirar "os reis das nossas barrigas",
para que o mundo e os outros tenham que ser e agir/reagir conforme nossa vontade,
é que seremos pessoas melhores - até por que "a verdade", como diria Jesus Cristo...
"o que é a verdade"?!
MARI
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Entenda, não sou posse sua.

Entenda de uma vez:
crescer ao seu lado (ou muitas vezes devido principalmente a você)
têm sido e sempre será uma benção em minha vida. Uma honra.
Tê-la junto a mim, contar com você, foi e sempre será um privilégio
do qual eu não desmereço nem desvalorizo nunca, nem o farei.
Sei que fui e sou uma pessoa muito sortuda e iluminada por tê-la comigo.
Entretanto, estar com você NÃO SIGNIFICA que sou você.
Não significa que sou posse sua.
Muito me espanta sua capacidade de "fazer o favor de "livrar-me" disso
ou daquilo", quando isso ou aquilo é um querer ou afazer SEU e não meu.
E desde quando o que é seu interesse tem que ser necessariamente o meu?
E desde quando sua agenda e planos TEM que ser os meus?!
As vezes percebo alguns dizeres e fazeres seus tão intrinsicamente relacionados
ou dependentes de mim, que muitas vezes acredito que você pensa que somos um só.
Mas não somos.
(...)
queria tanto dizer-te isso por tantas vezes...
muitas vezes essa "pressão explícita" em tanto me sufoca...
(...)
Dizer que não somos um e que não sou sua posse,
não significa que te ame, considere ou admire menos.
Significa que você é única e eu também, e AINDA bem disso né?
Assim, juntas somos muito mais.
Que mais feliz e saudável seria se entender isso, para todos nós,
fosse mais fácil e pragmático.
MARI
:/



 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Vai para guerra ou para festa?!

Tem uma pergunta que me persegue desde que tive que escolher minha carreira
por ocasião do vestibular.
Um professor no 3º ano do Ensino Médio dizia:
"atenção, escolham bem... vocês vão querer passar o resto da vida acordando cedinho para ir desempenhar essa função? É isso mesmo que querem?"
Desde então eu penso nisso:
"será que acordarei para ir trabalhar sempre feliz com minha escolha?"
Bom, digo "feliz" por que já entendi que "realizada" é utópico demais pra mim...
( completamente realizada eu nunca estarei).
Pocha, mas "feliz", pelo menos "feliz" eu preciso estar...
Se não, como viver?!
Aí, num outro dia, na semana passada, eu acordo pra trabalhar e meu pai pergunta:
" - Saindo para o trabalho minha filha? Vai para guerra ou vai para festa?"
Pronto, fiquei com a questão (re) martelando até agora...
Para guerra ou para a festa?
Para guerra ou para a festa?
(...)
Tem dias que nosso ânimo está pra lá de Marraquesh não é?
Tem dias que cansa ser positivo e viver tendo esperanças.
Não digo de perder a fé, isso nunca.
Mas a esperança, a positividade... nem sempre consigo mantê-las.
É tão difícil alimentar um sonho. Acho que nem um filho deve dar tanto trabalho...
É tanto obstáculo, desvio, buraco e frustação no meio do caminho que francamente,
em alguns dias - como hoje - minha vontade é largar tudo e ir...
ir pra onde o vento me levar e passar a viver como Deus quiser.
Eu sei, eu sei... não está fácil pra ninguém...
mas sabe como é, nossa cruz sempre parece a mais pesada...
Olhar pra frente, olhar pro céu e continuar acreditando naquilo que você
passou a maior parte da vida construindo mas nem de longe ainda te levou a lugar algum
ainda tem sido um dos meus maiores desafios. Afinal, como continuar a sonhar assim?
Para guerra?
Para festa?
Ultimamente tenho vontade é de nem sair da cama.
Mari
:/

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Além do horizonte existe um lugar?


...e de repente você para
e percebe que está fazendo o possível para alcançar um horizonte "x"
que você - de fato - nem sabe se te levará mesmo à felicidade.
Meu Deus, como é difícil ser pleno...
A plenitude, o "enfim", quanto mais demorará para chegar?
(as vezes temo que nunca chegue...)
E se não chegar?
Que vida será essa sempre a correr em busca de um horizonte que não chega nunca?
E se chegar e não for aquilo que tanto se buscou?
Além do horizonte existirá mesmo um lugar bonito e tranquilo onde a plenitude reinará?!
A "graça", afinal, está em buscar ou em chegar?
Há quem fale que o importante mesmo o é caminho, o processo, o meio e não o fim em si.
Será?! Não sei mais...
Só sei que é muito desistimulante e até triste saber que toda essa busca não dará em nada...
(...)
Isso tudo, sem falar que ainda existem os casos em que se busca tanto que chega-se a um
ponto em que nem se sabe mais onde se quer chegar...
e, espera aí, de que adianta buscar se não se sabe mais o que?!
Ops, o que é que eu vim buscar neste post mesmo?
hum, deixa pra lá.
Mari
:/

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sobre chegadas e partidas

http://www.youtube.com/watch?v=ivisAIgVlnA

Estes dias aqui no blog estive falando da difícil e tênue relação
entre pais e filhos e de como é complicado deixar todo mundo sempre feliz...
como não magoar? como agradar a todo mundo? É possível?
Cheguei a conclusão que não.
Um de nós sempre estará insatisfeito, chateado, magoado ou "querendo mais"...
afinal, somos muitos e como dizia o velho ditado: "cada cabeça uma sentença".
Todavia, o que vale mais - eu venho entendendo - e que é mais importante é
(como sempre) buscar o "caminho do meio".
Digo isto já que magoar e entristecer quem se ama é sempre dolorido para os dois lados,
por isso ceder parece ser mesmo um dos melhores remédios.
(isso inclui respirar fundo e abrir mão de algumas vontades,
gostos e preferências em prol do outro, da felicidade dele).
Uma vez uma pessoa muito sábia me disse:
"casamento é o seguinte: você tem que saber se está preparado para fazer O OUTRO feliz
 e não você mesmo por que se o foco for você o negócio não vai dar certo..."
- e não é que é desse jeitinho?
E isso serve para todo tipo de relação - não só matrimonal.
Se o foco da relação for a nossa felicidade sempre e não a do outro
não seria melhor vivermos numa redoma isolados?
Pais, sejam compreensivos, um dia nossa hora vai chegar e é preciso ceder.
Filhos, sejam compreensivos, um dia também nós seremos pais e precisaremos também entender.
Que tal todo mundo ceder um tiquin e tentar ser mais feliz?
MARI
:)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Doutora da Alegria

Gente, passei.
Passei na seleção do doutorado do programa de pós graduação em Educação da UFPB.
Meu doutoramento começa no ano de 2014, até lá, burocracias mil, matrícula e etc...
Chorei muito ontem. Muito mesmo, não acreditava.
"como assim produção? EU? Euzinha passei no doutorado?!"
Pocha, hoje (soube ontem do resultado) consigo pensar com calma e entender...passei.
Somente hoje a tarde dormi o "sono dos aliviados"
e ai, me deparo com mais de 60 comentários e mais de 100 curtidas no facebook.
Nunca fui tão "curtida" na vida, rs.
(tô mais curtida do que o couro das sandálias do mercado ...de Patos...rsrs).
Obrigada a todo mundo, de coração mesmo, pelas palavras de carinho:
não tem preço saber que não estamos sozinhos.
Só digo uma coisa: doutora eu? Que é isso!
Estou entrando em doutoramento em 2014 gente,
ainda falta tanta água rolar...
E francamente, quando terminar, só me interessa ser doutora de uma coisa:
da alegria.

MARI
(sonhando acordada).
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vítima? Tem certeza?


Ave Maria, mãe de misericórdia, tem misericórdia dessa alma que vos clama.
Tem misericórdia da minha ira, da minha impaciência e dos pensamentos atrevidos
que passam pela minha cabeça e que só não viram atitudes concretas por que temo a Deus
e respeito demais os mais velhos.
Ô minha Nossa Senhora, me ajuda a melhor lidar com a "vitimização" constante e diária das pessoas.
As vezes me falta pouco, tão pouco, para dizer "se você quiser lhe dou motivos reais para que faça todo esse drama, para que tenha do que se lamentar e para que fique de fato se desfazendo de mim".
Por que, tem dias, que fica mesmo difícil respirar fundo
e tudo o que eu posso fazer para evitar o confronto é sair de perto.
É pecado meu Deus querer ser livre?
Querer ser independente?
Lutar pelos meus ideais?
Correr atrás dos meus desejos?
Buscar resolver minhas questões sozinha?
Ter autonomia pra seguir?
Serei eu uma pessoa ingrata, ruim e desumana por que luto para NÃO dar trabalho,
não causar dependência e seguir minha vida - COMO TODO MUNDO SEMPRE FEZ E FAZ
(e até os próprios "reclamões" assim também o fizeram) ?!
Será possível que eu tenha que ficar parada e inanimadamente - como se não tivesse meus próprios impulsos, desejos e causas - ter que ficar a disposição alheia, esperando comandos, aceitando opiniões e seguindo programações que não me interessam mais?
Serei eu má por isso?
Serei eu menos filha, menos cristã ou cidadã?
Só por que tento buscar levar a minha vida por mim mesma me torno uma pessoa pior?
( a ponto de ser referida IMPLICITAMENTE mas constantemente aos demais como uma pessoa "ingrata"?)
É LÓGICO que a independência total NUNCA vai existir.
É LÓGICO que - apesar do drama que fazem - eu não sou desalmada, nem esclerosada,
nem sem coração. Eu sei de onde eu vim.
Eu RESPEITO DEMAIS E AMO INCONDICIONALMENTE minhas raízes.
E se respeito e amo, não é por que alguém faz drama por isso não, é por que ao longo da minha vida eu fui assim educada.
Eu não essa pessoa fria que não tem amor ou apego ao que é meu,
ao que me sustentou e sustenta, ao que me orientou e orienta, ao que foi e é minha base pra sempre.
Por outro lado, ou nem por isso,
eu tenho que viver agarrada a essas raízes e em função delas 24hs da minha vida.
Me afastar um pouco, eu acredito, VAI SER BOM para tudo e todos.
Todos nós NOS DAREMOS mais valor, saberemos como PRECISAMOS (todos) uns dos outros
e só fortaleceremos nossos laços de família, amor e união.
Tenho procurado viver esse momento de "vitimização" como uma fase que vai passar
(e espero em Deus que não demore).
É preciso entender que as pessoas crescem, amadurecem e precisam viver,
ERRAR sim e aprender a desenvolver TAMBÉM sozinhas (tanto eu ASSIM COMO vocês).
Dependência demais deixa de ser laço e vira nó. Sufoca, impede, maltrata.
Culpabilização, vitimização e injustiça magoa, e muito.
Principalmente quando não se tem motivo para isso.
Não matei ninguém, não roubei ninguém, não difamei ninguém, não enganei ninguém,
não cometi nenhuma ilicitude, não os desrespeitei, desmereci, diminui ou constrangi.
Só temo isso tudo por que sou do tipo de pessoa que demora a perdoar, confesso.
Mas já aprendi a fazê-lo.
Entretanto, esquecer... aí não dá.
Não me peça nem espere que eu esqueça nada... não sofro de amnésia.
E não é que eu seja rancorosa ou alimente mágoas - até por que já entendi que mágoa, ódio e rancor só fazem mal a mim mesma.
Mas admito que as cicatrizes que elas deixam não se podem apagar.
O melhor então, é procurar entendermos que a vida é feita de ciclos
e que nunca estaremos sozinhos, por que sozinho ninguém consegue viver.
As vezes o que se quer é só mais espaço pra ser mais livre,
pra viver consigo mesmo, e isso não significa que amemos menos os outros,
ou que os rejeitemos ou pior,
que não reconheçamos o quanto são ESSENCIAIS em nossas vidas.
Só significa que tem se aproximado nossa hora de voar.
Mas voar sabendo que o nosso porto seguro NUNCA vai mudar.
E que assim como ele SEMPRE estará alí, nós também vamos SEMPRE voltar.
Confiem na educação e no amor que dedicaram aos seus.
Confiem no bom trabalharam que fizeram.
Quem planta bem, colhe bem.
MARI

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O seu direito termina quando o meu começa

Quem quer ser respeitado devia respeitar os próprios colegas de profissão!
Tá achando ruim a presença dos estrageiros?
Ocupa logo uma vaga no interior e acaba com esse muído!
Tá achando ruim o "baixo" salário e as péssimas condições de trabalho?
Bom, bem vindo a VIDA REAL e dê "seus pulos" como TODAS as demais categorias vivem dando. Se acha que não é possível?
Muda de área pô, certamente essa não é a sua!
Vamos trabalhar gente, fazer o Brasil crescer!
Quem quer trabalhar muitíssimo bem remunerado e com tecnologia de ponta devia se candidatar a Nasa ué?!
Pocha, tô cansada de ver esse muído na saúde e pouca ação! Ah, que saco!
Quer saber? Abre teu consultório, cobra 21897946 milhões e pronto, resolve tua questão.
Agora, destratar quem não tem nada a ver suas amarguras profissionais é mesmo muito anti-profissionalismo desses "doutores".
Esse comentário postei essa semana no face.
Me cansa e me dá nos nervos o comportamento da classe médica, direitista, no Brasil.
Trabalham em condições ruins no serviço público? Trabalham.
Mas que outra categoria não vive em condições ruins sendo servidor público?
A questão a meu ver não é revalidação, nem médico cubano ou coisa que o valha.
A questão é mesmo o quanto de dinheiro (e a maneira como o ganham) coloca-se no bolso.
Tô pra ver - francamente - um médico ou estudante de medicina dizendo ANTES de tudo:
" me preocupo demais com os outros, em AJUDAR, em CUIDAR... essa é minha vocação".
Não, nada disso. A conversa é sempre: "vou ganhar "x" ou "y"
ou "vou morar aqui ou alí" ou ainda " que condições ruins de trabalho, que situação de guerra...".
Tá vendo só como os interesses são implícitos ou completamente desviados?
Agora, não venha me fazer ver e escutar isso tudo e ficar calada ou não me manifestar.
Não tenho sangue de barata. Me desculpa se não tenho ouvido de mercador.
Vivemos numa democracia LIVRE. Do mesmo jeito que escuto suas asneiras escute as minhas tb.
O seu direito termina quando o meu começa.
#ficaDica.
MARI
ps. lógico que EM TODA REGRA  EXISTE EXCEÇÕES e neste caso também não é? Nem todo médico é intereisseiro, mercenário e "investidor". Existem exceções, poucas mas existem.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Colhendo o que plantamos...


Na minha geração (e olha que nem sou tão velha assim) os computadores ainda não
eram "febre" como hoje. Os celulares também não - definitivamente.
Mas os vídeo games (apesar de bem menos tecnológicos) já faziam - E MUITO -
a alegria da criançada.
Durante um tempo - pequeno - houve em nossa casa um video game.
Todavia, fico aqui me lembrando... essa tecnologia NUNCA foi "páreo" para substituir
nossa infância. Nunca!
E isso, acredito, foi devido a "apresentação do ser criança" que recebemos em casa, da nossa família, nossos pais, antes dele (o vídeo game) chegar.
Sempre fomos incentivados a criar.
Criávamos tudo, mesmo se tivéssemos brinquedos.
Acredito, sinceramente, que 70% do nosso "brincar" era imaginando, criando.
Criáva-mos uma cidade com vários carros (os meninos dirigiam suas tampas de panela),
morávamos em nossas casas (embaixo das mesas cobertas com lençois e pregadores)
e sóo saíamos de lá para visitar o "supermercado" e assim alimentar nossas "famílias"
(misturávamos biscoito, banana, doces e balas e criávamos cada receita...rs)
ou para ir ao "banco" - no qual estavam nossas cédulas, cheques e empréstimos
(produzidos e criados por nós mesmos).
Também brincávamos de inventar "comerciais para tv" dos nossos chinelos, relógios,
camisas e bonés.
Ou então ensaiávamos números e agendávamos um dia para apresentar no hall do prédio
(era a sen-sa-ção) depois de, claro, fazermos a punho um por um os panfletos de divulgação.
Brincávamos de "vendas".
Vendía-se de tudo: roupinha de barbie, barquinhos de papel, brigadeiros...
(e os vizinhos, rindo e dando-nos conselhos "de maketing" sempre compravam...)
Fazíamos coleções: de pedrinhas, de figurinhas, de papel de carta.
Jogávamos "bafo" com cartas e com tazzos (lembram?).
Ensaiávamos "números" para apresentar nos aniversários uns dos outros.
Brincávamos de "casa mal assombrada" no beco da casa
(uma espécie de "casa do terror" - criávamos breve enredos e um de nós "entrava" para visitar e se assustar, rs)
Nos divertíamos MUITO criando com massinha de modelar ou com Lego.
As personagens, algumas vezes, instalavam-se no terraço por semanas!
(e ai de quem distruisse "minha casa").
Você deve estar pensando: e o vídeo game, cadê? Ué, estava lá também.
Jogávamos TOP GUIER, SONIC, STREET FIGHTER, COME COME...
Quando? Quando chovia, quando um ia dormir na casa do outro ou quando
"não se havia nada para fazer...".
Diferente demais né não?! MUITO diferente. O video game era só uma opção,
SÓ MAIS UMA.
Tínhamos tanto com o que nos divertir, com o que nos entreter,
com o "ser criança" que este aparelho era a opção apenas dos dias e horários em que
estávamos "sem opção".
(Até contar quantos carros azuis, vermelhos ou brancos passavam pela nossa janela do
9º andar dentro de 15min era motivo de brincadeira. Era mais interessante que o vídeo game).
Brincávamos. Tínhamos amigos, REAIS.
Corríamos, caíamos, nos machucávamos.
Arrengávamos que era uma beleza...rs. Fazíamos as pazes.
Festejávamos quando um "novo morador" trazia junto um ou dois filhos.
Vivíamos a "vida real". Convivíamos.
Tinhámos pais que se sentavam à mesa conosco não só pelas "tarefas de casa",
mas também para pintar as "cédulas" do nosso banco,
para cortar e "ajudar na produção" dos panfletos do nosso show,
que reuniam lençois, pregadores e bacias para que brincássemos em nossas "casas"
embaixo das mesas.
Tínhamos casas "de verdade" - podíamos correr, mexer, usar.
Tínhamos amigos "de verdade" - podímos brigar, correr, suar.
Tínhamos brinquedos "de verdade" - jogos industrias e os NOSSOS jogos.
Tínhamos pais "de verdade" - que nos INCENTIVAVAM a ser criança.
Tínhamos problemas? Sim! Tínhamos crises? Sim!
Tínhamos dinheiro racionado vez ou outra? Sim!
Tínhamos pais que trabalhavam os 2 turnos? Sim!
Ficávamos doentes? Sim. Gostávamos de vídeo game? Sim.
Haviam pais separados? Sim. AINDA ASSIM éramos crianças? SIM, SIM, SIM.
Pois é... hoje, depois de adulta, ainda convivo com crianças e jovens quase todo dia.
Sou professora.
E, francamente... ou os conceitos de criança e infância mudaram muito, muito mesmo,
ou eu é que "não sei mais brincar"...
Se eu acho que há a possibilidade do menino Marcelo Perseguinni (provável assassino dos pais,
avós e suicida) de São Paulo - que era quieto, pacato, calmo e bom filho - tenha cometido
tamanha crueldade? Acho. É possível.
Digo isso por que sei que só quem convive DE PERTO com as crianças de hoje,
e AS ESCUTA de verdade sabe - como eu - que muitas vezes, elas nos assustam.
Claro, nem todas, mas muitas têm ideias egoístas e mesquinhas declaradamente.
Muitas só falam em si mesma e em seu benefício. São frias, quase insensíveis.
Muitas usam uma linguagem escandalosamente chula, "adulta" e cantam músicas de fazer pena. Muitas, muitas mesmo, são agressivas e violentas.
Os meninos - geralmente - sabem nomes de golpes de luta e de armas como ninguém
(nem se fosse combatentes saberiam tanto...).
Além disso, agendam "arruaças", brigas, guerras, confrontos e similares
com gente do mundo inteiro e se programam para não perder o "evento".
Muitos se "comportam" durante a semana para que no fim de semana o pai lhe dê dinheiro para
comprar no jogo virtual "X" ou "Y" armas, bombas, escudos ou "força" para matar com isso ou aquilo.
Para muitas crianças numa tarde inteira comigo, ESSE é o único assunto. Esse é o seu universo.
E ai você pensa que o menino Marcelo não seria capaz?
É monstruoso, é terrível, é inacreditável, mas sinceramente, para mim é possível.
Papai e mamãe, escute mais o seu filho. Esteja mais com seu filho.
Viva mais com seu filho. Brinque mais com ele. O priorize.
Você está construindo um adulto HOJE, AGORA, mesmo que ele só tenha 2 ou 3 anos.
O que ele come, o que ele assiste, onde ele estuda, com quem ele brinca, com O QUE ele brinca...
É sua responsabilidade...
Mais do que "acompanha-lo" você precisa ASSISTI-LO e participar 24hs da vida do seu filho.
E ainda fazer isso sem sufoca-lo, dando-lhe conselhos, EXEMPLOS e ensinamentos
mas deixando-o livre para viver, cair, chorar, brigar, se desculpar e entender o mundo.
É fácil? CLARO QUE NÃO!
Afinal, ninguém vive 24hs em função do filho.
Você teve o filho mais não deixou de ser você. Entretanto, você o teve.
Ele não "escolheu" nascer. Foi você que o "chamou a vida",
a responsabilidade de educá-lo é sua. É SUA!
A felicidade, a lucidez, a generosidade, os caminhos dessa criança
são SUA responsabilidade sr. papai e srt. mamãe. É assim que é!
Como você o incentiva a se descobrir (futebol, ballet, judô, colônia de férias, coral, teatro) 
e a experimentar suas habilidades e possibilidades? Trancando-lhe no quarto com um copo
de Coca, um computador de última geração, um vídeo game sensacional e um telefone que
só falta voar?! É assim?
Assim você "doma" um bicho ou educa uma criança? Pense bem...
Colhemos o que plantamos... e mesmo que você diga
"ah, mais eu controlo tudo. Aqui em casa tem tanto tempo pro celular, tanto pro video game, tanto pro computador..." eu ainda assim lhe pergunto:
Que infância é essa? Que criança isolada, virtualizada, insensível, descontextualizada é essa?
Ah com eu escuto...
"Professora, ele só grita, não me respeita, só come bobeira, não aguenta correr nem "daqui para alí", não gosta de sair, quase não tem amigos... esse menino é muito trabalhoso!".
MORRO de vontade de dizer:
"ué, se não fosse "trabalhoso" não era menino, era estátua de sal".
Tem uma frase "moderna" que todo papai e mamãe deveria escutar antes de assumir esta função:
"não sabe brincar, não desce pro play!".
Tenho muita pena da infância dos nossos dias...
MARI.
:(

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Costume de casa vai à praça!

" - Ele saiu de sala? Outra vez? (Pausa prolongada. Olhos Marejados.).
Sabe professora, não sei mais o que fazer. Ele não respeita ninguém, nem professor, nem psicólogo, nem vó... eu então, já era. Logo hoje que eu ia levá-lo para lanchar ...no lugar preferido dele (Pausa). Mas quer saber, vou levar. É criança (enxugando os olhos), vai passar...".
Observei tudo em silêncio me esforçando muuuuuito para não SOMAR mais este episódio às minhas constatações de que parece mesmo que está tudo perdido.
:(
Ah, como tive vontade de dizer:
" - Vai passar? Vai passar - como diria Chico Buarque - nesta avenida aí um samba popular, isso sim!".
Francamente, quanto mais convivo com os pequenos mais aprendo que somos
reflexo daquilo que alimentamos, que permitimos e que incentivamos.
Crianças devem ser orientadas. EDUCADAS.
É triste demais assistir a construção de um adulto "sem futuro" como pessoa e cidadão por que os pais não souberam ser justamente PAIS.
Seu filho precisa de limites, de rumo.
Seu filho NÃO vai morrer se escutar um não,
se entender que tem hora e lugar para tudo
e se começar a respeitar as regras da boa convivência, da educação e da civilidade.
É como sempre ouvi: "costume de casa vai à praça!".
E que triste é perceber que a educação escolar hoje é muito mais mercado
que filosofia de vida.
Nós professores efetivamente somos muito pouco, quase nada, se em casa,
na FAMÍLIA, não há reforços daquilo que deveria ser obviamente ensinado:
EDUCAÇÃO.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A.m.o.R de verdade?!

Começamos sempre assim: sozinhos. Assim sempre estivemos.
Mas aí, de repente, aparece alguém que nos faz acreditar que o melhor mesmo
é estar acompanhado. Constroi-se expectativas, sonhos e esperanças.
Passa-se a viver também com aquela pessoa e entende-se que o bom da vida é ser com outro.
Os anos passam, vive-se mil e uma aventuras (e até desventuras), alegrias e emoções.
Canta-se. Rir-se. Dança-se. Planeja-se. Realiza-se.
Até que um dia, um dos dois perebe que a parceria é naquele momento
(e a quanto tempo já não é assim e nenhum dos dois notou?!) apenas isso: parceria.
E, vamos combinar, para ser parceiro não é preciso ser amante.
Posso ser parceiro de um grande amigo sem precisar lhe entregar meu amor de mulher e vice versa.
Bom, mas percebido isso vem a difícil missão da aceitação do novo panorama.
Ah, como conheço casais (de looooooooongos relacionamentos) que rompem justamente por isso:
viraram grandes amigos, confidentes e parceiros e deixaram de ser enamorados, constantes...
É difícil admitir, mas amor de amigo não é amor de namorado/marido. E há nisso profunda distância.
Perceber, admitir e mudar é o mais difícil.
Insensibilidade? Claro que não. Pelo contrário, sensibilidade demais.
Tão sensível que se percebe a tênue linha que separa amor fraternal de amor "maridal/namoral"(rs).
Com certeza absoluta, e sem sombra de dúvidas, é melhor que se rompa um compromisso amoroso
e se permaneça o compromisso de amizade, respeito e admiração.
Nestas horas, por pior que seja, admitir a verdade e lhe fazer frente é o melhor caminho.
Afinal, você quer mesmo namorar ou casar com alguém que não ama como mulher/homem?!
Aguentará viver nesta condição pelo resto da vida?!
É... não dá. Por isso deixo aqui um salve aos corajosos que assumem a dificil missão
de admitir a dissipação de antigos sentimentos - que ainda existem mas sob novas formas
que não justificam velhos compromissos e expectativas.
Digo isto por que acredito que amar também é deixar que o outro seja amado de verdade, principalmente se este outro merecer né?!
Amar é deixar o outro livre para que encontre alguém que possa de fato lhe fazer feliz como você já não poderá mais fazê-lo.
Amar não DEVE ser "maridalmente conveniente" quando pode ser fraternalmente consciente.
Até por que se você a/o ama mesmo, você vai pensar sempre na felicidade DELE(a) e não na sua.
Viva a verdade, a parceria e o amor - quando for verdadeiro.
Afinal, amor não muda de sentido nunca apesar de as vezes mudar de direção.
MARI
:)
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

TÔ QUERENDO...


Quanto tempo é saudável alimentar um sonho?
Quando um sonho vira ilusão? Quando vira loucura?
Sonho tem prazo de validade? Alguns são mera perda de tempo e energia?
Um sonho que você alimenta a 9 anos não é só sonho,
já virou um "bichinho de estimação" daqueles bem domesticado que olha para
você assim bem dengoso e preguiçoso como quem não quer mais sair dalí, como quem se acomodou.
Sonho velho é acomodação?!
Faz muitos anos que alimento meu sonho, as vezes com fartura, as vezes não.
Passado esse tempo todo, não sei mesmo dizer se dei algum passo em sua direção.
As vezes acho que meu passinhos miúdos são tão "nada" perto do tamanho do sonho que acho que
sinceramente, não saí muito do lugar. Terá o sonho virado ilusão?!
Desanimar é quase tão constante quando a presença daquela pulguinha no ouvido
lembrando a você TODO SANTO DIA que você deseja muito aquilo e como tudo será um MUST se você enfim alcançar o que deseja. Mas até lá...
PACIÊNCIA.
Tô querendo meu Deus, não deixar de sonhar. Não perder a fé e seguir firme.
Tô querendo aumentar o ânimo e achar que consigo.
Tô querendo, querendo muito.
MARI
 :/

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Norte ou Sul? Leste ou Oeste?

Norte ou Sul?
Leste ou Oeste?
Fico?
Não, melhor ir...
Para onde?
Volto? Não... melhor seguir.
Agora? Daqui a pouco?
Esperar mais um bucadinho?
Chá de cadeira de novo?
Com certeza essa foto #MeRepresenta, rs.
É assim, EXATAMENTE, que tenho me sentido nos últimos 4 anos.
É como se o mundo tivesse girando, e muito, e eu estivesse assim fechada numa redoma
me sentindo completamente excluída e desnorteada a tal ponto que não sei mais o que fazer.
Por esse motivo, fico assim, parada e observando a vida dos outros que segue
enquanto que a minha (parece que, no máximo) o único movimento que faz é andar em círculos.
A sensação é que todo mundo sabe onde quer chegar, tem um destino.
E mais, todo mundo TEM onde ir e o que fazer.
Enquando isso, eu aqui no meu planeta...
sigo esperando, me preprando, esperando, me preparando...
Sinto como se eu fosse um atleta sabe?
Treino, treino, treino, mas a competição não chega nunca.
E olha que ultimamente nem me inscrever para concorrer a alguma coisa eu tenho conseguido.
Logo, "ganhar" alguma coisa, e ter enfim ONDE IR e o QUE FAZER, fica ainda mais utópico não?!
Paciência. Fé. Esperança. Alegria. Perseverança.
Não dá, sou humana... nem sempre tenho força para ser otimista e acreditar.
Ser forte e firme 100% do tempo cansa e me tem sido impossível.
Fazendo uma analogia sobre o que sinto...
posso dizer que é mais ou menos o que acontece na cena
mais forte do filme brasileiro Olga, de Jaime Monjardim,
quando da personagem principal é tirada, pelo sistema, sua força = sua filha.
Hoje, essa é minha perfeita ilustração.
E não aparece neste vídeo mas Olga termina essa cena dizendo que
"cansei de forte, cansei de não ter medo".
Dia de chuva, dia frio.
Dia triste.
Espero que não sempre.
MARI
:/
(abaixo segue o link da cena referida)
http://www.youtube.com/watch?v=V2dBXkstXhM

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Refletir é preciso...

Nossos anos vividos,
nossos cabelos brancos,
nossas histórias e episódios múltiplos nos fazem seres experientes.
Uns mais, outros menos.
Para uns a experiência nunca é parâmetro e os erros são constantes.
Para outros a experiência é freio (DE MÃO!) que afungenta sonhos e decisões.
Uns mais, outros menos.
E, é claro que é indiscutível que a idade confere automaticamente
a experiência que só os anos de vida mesmo podem oferecer
(a menos que se viva numa redoma né?!).
O post de hoje não é para questionar essa constatação óbvia:
mais idade = mais experiência.
Não.
O post de hoje é para registrar aqui minha impressão
(mais uma vez reforçada diante do que se passa comigo)
de que não importa a idade e as mil e uma aventuras que já
viveu-se... não importa experiência... NEM SEMPRE ESTAMOS CERTOS.
Uma coisa é o respeito aos mais velhos,
por se reconhecer o mérito e as vivências do sujeito:
"é claro que ele deve ter passado por algo parecido e sabe o que diz",
mas, outra coisa é que associemos AUTOMATICAMENTE
experiência com verdade e acerto incontestáveis.
Não é por que você já viveu mais do que eu
que você está sempre certo e eu estou sempre errada.
Nem por que eu sou mais jovem que estou correta
e você que é "velho" é todo errado.
Não é isso.
O que venho registrar aqui hoje é minha certeza de que seria muito bom que,
independente das idades e jornadas de vida, as pessoas fossem mais autocríticas.
É que as vezes a vida vai nos dando uma "casca grossa" que não nos deixa mais pensar
que não somos perfeitos e que também erramos.
Seja com 8 ou com 80 anos.
Pocha, não é por que não deu certo com você que vai acontecer comigo.
Não é por que a felicidade para você é ser "assim" ou "assado" que a minha tem que ser.
Não é por que eu vivo do meu modo, igual ou diferente do seu,
que vou ser mais triste ou mais alegre.
Cada tempo é um. Cada pessoa é única. Cada história é ímpar.
LÓGICO que "a voz da experiência" deve ser forte farol em nossas trilhas pela vida,
mas se somos sempre contestados pelas nossas escolhas que sujeitos seremos?
Inseguros por natureza?
Prudência, conselhos e exemplos não podem ser tidos como certezas que quando não
obedecidas sejam motivos de frustação.
Pelo menos não deveriam...
Viver é uma arte e não fácil não.
Mas conviver, ô, essa sim é a mais difícil de todas as artes.
Só os "fortes" entendem... rs.
:/
MARI.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Educação para que?!

Não é que eu seja pessimista,
mas vamos encarar os fatos que a pesquisa
sobre a História da Educação brasileira nos mostra:

TRECHO SELECIONADO 01:
[...] É por isso que (eu digo com dor) a mais nobre das profissoões (a de professor)
torna-se uma colmeia de afilhados e protegidos: e quem não tem do que viver, quem não
acha um empreguinho, um logar de continuo ou servente em qualquer Repartição Publica,
julga-se habilitado para exercer o magistério!
(PARAHYBA DO NORTE, Relatório do Presidente da Província, 1884, p.60-61)

TRECHO SELECIONADO 02:
[...] a escola funciona em um prédio próprio do governo o qual acha-se em
péssimo estado de funcionamento conquanto dispunha de duas enormes salas
que acomodam grande número de alunos. Nota-se a má divisão das mesmas pelos
fundos e na frente as janelas não tem um só vidro, além de outras coisas que faltam...
(WOLFF, 1922.) Descrição de uma escola em Santo Amaro/SP em 1882.

Estes são dois brevíssimos exemplos que elenquei entre os inúmeros com os
quais temos nos deparado nas pesquisas sobre a configuração da Educação brasileira.
Se omitíssemos as datas e circunstâncias, e salvo as proporções - claro - não seria SUPER
possível que alguém dissesse que se trata de uma descrição da situação atual da Escola?!
Não é triste constatar que mais de 100 anos depois quase nada mudou?
(e olha que para não assustar-lhes voltei só 100 anos no tempo...)
Discutiu-se ao longo do tempo novas abordagens, novas perspectivas, novos métodos,
novas arquiteturas, novos currículos, novos tempos... mas a aplicação de todas as "teorias"
educacionais sempre - ao que me parece - (pelo menos quando se trata da educação no Brasil)
esbarra na muralha firme do "sistema".
Um sistema que, vamos combinar, nunca teve (nem nunca terá) interesse em fazer das
pessoas seres humanos sociais, políticos e culturais realmente pensantes, reflexivos e críticos.
Seres que alimentem uma atitude questionadora, filosófica... que duvidem,
que se admirem e sejam ativos, reais protagonistas de seus destinos no presente e futuro
da sociedade na qual estão inseridos.
Afinal, para que Educação?
(...)
Pensando bem, qual governo "em sã consciência" vai investir na construção de um perfil
de sujeito (descrito acima) "educado" de fato? NENHUM!
Nenhum governo "esperto" daria um "tiro no próprio pé" não é?!
Por isso é que sou completamente REVOLTADA com o discurso
atual no qual se alimenta a LINDA ideia de que estamos realizando a "inclusão educativa",
já que estamos levando às pessoas as universidades.
Vive-se o acesso ao conhecimento acadêmico.
Ou seja, em tese, em menos de uma década, teremos uma população intelectualizada.
Intelectuais? Como, se não sabem dar significado a nada?
Se, vamos admitir, não sabem nem ler!
Estamos mesmo investindo numa "educação inclusiva" ou estamos maquiando a realidade
e acreditando, nos iludindo, com ela?!
As escolas fingem que ensinam, os alunos finguem que aprendem.
Os professores recebem seus salários. Os alunos recebem seus diplomas.
Os professores parcelam em 1000 vezes seu consumismo e literalmente sub-existem.
Os alunos ingressam na faculdade e viram o "orgulho" da família.
Depois, alunos (agora graduados) e professores (em poucos anos de profissão já decepcionados com a carreira) viram concurseiros felizes, afinal, "brasileiro não desiste nunca".
Ambos os sujeitos passam a alimentar a lucrativa máquina dos concursos.
Assim, todo mundo fica "feliz": alunos, professores e empresários.
Vivemos na era do "faz de conta" nas escolas.
Tudo é fantasioso.
A educação de fato existe naquele espaço? E nas faculdades?
Realmente universaliza-se conhecimentos?
Acho que em ambos os casos estamos na verdade é distribuindo diplomas...
e a educação fica onde nisso tudo?
Pode-se mesmo fazer da educação mercadoria?
Eu pensava que não... mas eu sou "e.t" né? Já vi que ando na contramão...
A educação para mim não é produto, muito menos está a venda
ou pode ser distribuida como quem entrega panfleto no sinal.
A educação é tão, tão, tão maior que isso.
Não, o que temos feito - a muito mais de 100 anos - não é educação.
O que temos feito é "feira".
Mas tudo bem, afinal de contas: Educação para que?!
MARI
:(
(Depoimento de uma professora frustada e pesquisadora da Educação desiludida).

terça-feira, 23 de julho de 2013

(Antes do mundo...) Afinal, quem "manda" em você?!

http://www.youtube.com/watch?v=QDL-qKytNGU

Esta vai pra complementar o que eu estava falando no post anterior.
Vai para todas as mulheres que precisam lembrar do que podem e como podem.
Vai para àquelas que se submetem por que esquecem que não precisam de NADA
além de sua determinação para estarem POR QUE QUEREM e não por que são obrigadas
por convenções - ou seja lá o que for - com alguma coisa ou com alguém que não lhe dê
o valor que você de fato merece.
Se a gente não se ama, não se valoriza, não se respeita, não pode esperar que assim nos tratem.
Afinal, quem "manda" em você?!

TRADUÇÃO:

Garotas (Quem manda no mundo)
Garotas, a gente manda nesta mer**! (4x)
Garotas!
REFRÃO
Quem manda no mundo?
Garotas!
(12x)
Alguns daqueles homens pensam que detonam isso como nós
Mas não, eles não detonam
Vão conferir, cheguem em seus pescoços
Nos desrespeitar? Não, eles não irão
Garoto, nem tente tocar nisso, garoto, essa batida é louca
Foi assim que eles me criaram em Houston, Texas querido
Essa vai para todas as minhas garotas que estão no clube curtindo a última novidade
Que compram para si mesmas e ganham mais dinheiro depois
Eu acho que preciso de uma folga, nenhum desses manos podem me ocultar
Eu sou tão boa nisso, vou te lembrar, eu conheço bem isso
Garoto, estou apenas brincando... Venha aqui, querido
Espero que você ainda goste de mim. F***-se, me pague
Minha persuasão pode construir uma nação
Poder infinito, com o amor podemos devorar
Você vai fazer qualquer coisa para mim
REFRÃO
Está quente aqui em cima DJ Não tenha medo de tocar essa, tocar essa de volta.
Estou falando em nome das garotas Que já dominaram o mundo
Deixe-me fazer um brinde para as universitárias graduadas
Amigo, uma rodada e eu te deixo saber que horas são, veja
Você não pode me deter eu me arrebento o dia todo, melhor ir pegar meu cheque
Essa vai para todas as mulheres que estão conseguindo, alcançando seus objetivos
para todos os homens que respeitam o que eu faço por favor, aceite meu brilho
Garoto você sabe que adora como somos espertas o bastante para ganhar milhões
Forte o suficiente para lidar com as crianças, e depois voltar aos negócios
Veja, é melhor não brincar comigo Oh, venha aqui querido
Espero que você ainda goste de mim F***-se, me pague
Minha persuasão Pode construir uma nação
Poder infinito Com o amor podemos devorar
Você vai fazer qualquer coisa para mim
REFRÃO
No que nós
No que nós mandamos
No mundo
(Quem manda nesta mer**?)
(3X)
No que nós
No que nós mandamos
Nós mandamos no mundo
Quem manda no mundo?
Garotas!

MARI
PS. Não faço aqui apologia para que as mulheres se transformem justamente no perfil de homem que estou "condenando": o desrespeitoso, o que sufoca, o mentiroso, o injusto, o que a faz dependente, o que não aceita seu desenvolvimento, o que limita seus sonhos, o que a trata pejorativamente, o que a desoconsidera completamente, o que descumpre seus compromissos e principalmente, o que desonra sua palavra. Não sou a favor desse perfil de gente seja do gênero que for. Só defendo que muitas mulheres (que eu conheço inclusive) deixem de ver a submissão a homens do tipo descrito acima como algo "normal" e "natural" por que não é. Eu não aceito isso. Nunca aceitarei.

domingo, 21 de julho de 2013

Mulher ou rato?!

Como é que pode ainda existir mulheres que em pleno século XXI
se prendem a um marido ou a um casamento se submetendo
e se humilhando num grau tal que parece que não conseguem
mais enxergar as situações indignas em que se encontram?
Que dependência é essa?
As crianças (e mesmo que fossem crianças, o que já não o são)
não vão perder o pai se a mãe resolver que não aceita mais viver
sob o julgo da falta de confiança, de respeito e de amor de um marido
que só a usa para as convenções sociais.
Que tipo de relação de vitrine é essa?
Pocha, me revolto!
A gente luta tanto por nossos direitos e no final das contas, tantas, muitas de nós, parece que sinceramente, gostam de ser tratadas como se não tivessem sentimento como se fossem um porta retrato para se exibir na "sala de visitas".
E pior, aceitam "a sina" de estarem ficando "velhas" e servirem explicitamente e literalmente para bengalas dos velhos maridos que nem na velhice deixarão de explora-las...
Triste, revoltante!
Aviso aos Homens (não todos graças a Deus):
Se portem com honra. Cumpram suas palavras. Assumam seus compromissos.
Se não o puderem mais fazer, OK.
Todavia, os desfaçam com a mesma honestidade com que os começaram.
Sejam homens, oras!
Me dói muito olhar pra um homem e ver nele um estúpido. Um bicho.
E encontro com muitos sempre.
Eu não aceito isso. Não aceito.
Antes vivo só, mas não me submeto a humilhação e a desamor.
Eu entendo um casamento como um pacto, um acordo de respeito dos dois lados.
Se assim não o for, vira submissão e prisão.
Eu não quero isso pra mim. Não entendo como alguém o possa querer.
‪#‎FicaAquiMeuProtesto‬.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

" me espera aê! "


Meu "trem", assim como os de muitos de vocês, corre (e sempre correu) em velocidade máxima.
E eu fico como nisso tudo? Correndo!
Correndo desesperadamente atrás dele, sempre.
Confesso que acho que pelo menos "atleta amadora" já me tornei, rs.
Mas tá dificíl viu? Cansa.
Parece até que o danado é queniano: corre adoidado e não o alcanço nunca.
:(
O início da "corrida", ao que me lembro, começou com empenho no Ensino Médio.
Eu odiava a escola, sofria nas suas engrenagens e me debatia diariamente
para dar conta do currículo de exatas e saúde para os quais nunca tive aptidão alguma.
Pensava comigo mesma:
"Meu Deus, para que aprender isso tudo?
Por que o processo de aprendizagem - que deveria ser um prazer - tem que ser um tormento, uma repulsa, um sofrimento?"
Era sofrimento diário para mim e para a família que ora ficava decepcionada, ora brava,
ora impaciente, ora conselheira e ora esperançosa de me fazer concluir tudo "sã e salva".
Assim, além do desgosto pessoal que eu carregava com relação à escola,
tinha o desgosto que eu carregava pela chateação constante que eu estava causando a minha família, que seguramente não merecia. A escola era uma das melhores da cidade e paga a custo de empenho deles. Não era justo que eu lhes "desgostasse".
Mas não conseguia reverter a situação.
Até que um dia entendi que era preciso dar ainda mais de mim e terminar a escola nos prazos previstos para que eu "pulasse" aquela fase de "nuvem negra" e pudesse fazer uma faculdade
do meu agrado, na qual eu estudaria somente o que me interessasse e faria assim do estudo uma alegria.
Foi assim que conclui o 3º ano do Ensino Médio, adquiri minha "carta de alforria escolar"
e passei imediatamente no vestibular para História - minha matéria favorita.
Segui correndo atrás do meu "trem" - que agora trocara a roupa da escola pela da História.
No curso logo percebi que, ao contrário do que pensava, minha "corrida" não estava terminando
só por que enfim eu estava onde gostava, estava era recomeçando...
"correr" continuava sendo preciso.
Corri atrás de grupos de estudos, corri atrás de monitorias, de bolsas de pesquisa até que consegui chegar... e achando que tinha "chegado" fui novamente pensando:
"posso parar de "correr" achei meu lugar, está tudo certo".
Sei...
Acabei o curso e vi que NADA estava certo, a incerteza ainda imperava.
Resultado: segui "correndo" e assim entrei no mestrado.
No mestrado, iludida, alimentei a esperança de que saindo dele, enfim,
alcançaria "meu trem" e a minha "corrida" teria fim - uma vez que eu passaria
a ser passageira no meu destino e deixaria de correr atrás dele.
Mero engano.
Findou-se o mestrado e as incertezas que já existiam no final da graduação avolumaram-se:
"Já tenho o mestrado e por que meu "potencial" de corrida não me faz alcançar o trem?"
E esta inquietação segue, segue, segue...
Agora estou na etapa da "corrida" chamada "concursos".
Uma etapa, confesso, das mais difíceis.
Você se vê velha, em casa, cheia de potencial, querendo a todo custodeixar de ser "estudante"
e alçar vôos no mercado de trabalho mas, porém, todavia, contudo, entretanto "o trem" parece que
só aumenta e aumenta a velocidade.
E a "corrida" vai ficando mais puxada, exigindo cada vez mais forças de um "atleta"
que, sinceramente, já está cansando - de correr também, mas principalmente
de acreditar que vai chegar.
É... é nesta fase que eu estou, a etapa chamada: "descrença".
Só tenho vontade de gritar: "tá bom chega, não quero mais brincar!".
Mas não é tão fácil assim.
(...)
"Ô trem, dá um tempo. Quebra, freia.
Pelo menos desacelera, que seja... me espera. Me espera."
MARI
:/