segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Semana dos Professores...

Nesta semana comemoraremos o Dia dos Professores
(categoria na qual me enquadro oficialmente desde 2009).
Por isso, resolvi postar aqui algumas reflexões sobre a função...
Hoje, cá estou eu com meus botões de cara com essa imagem,
com a qual me deparo desde a infância, quando dos primeiros anos na escola:
o lamento, rabugice e "auto-flagelismo" docente. 
Ah, coleguinhas de profissão... 
que triste sina a daqueles de vivem só para trabalhar 
e que trabalham com tanto pesar, lamentação, pessimismo e
que, consequentemente, só contribuem para reproduzir uma imagem
e sensação generalizada na sociedade 
(e nos alunos, aqueles com os quais lidamos diariamente)
de somos infelizes sofredoras criaturas mal remuneradas 
constantemente enfezadas e cheia de desaforos a vomitar...
Pocha, que saco!
Vivemos - graças a Deus - numa democracia e sob a tutela divina
(creio eu) do livre arbítrio.
NINGUÉM entra na carreira iludido, enganado.
Sabe-se muito bem do terreno em que pisa, desde  o princípio da graduação!
Logo, se ainda assim seguiu-se nele, há sempre a justificativa clássica:
" foi por vocação..."
Mas que "raio" de vocação tão auto-lastimável é essa?!
Será possível que você não "merece coisa melhor", 
caro amigo "professor vocacionado"?! 
Será possível que esse "triste" salário 
você não consegue vendendo laranja na feira 
sem esse "horroroso" cotidiano de sala de aula 
e o contato"interessante" bastidor escolar?!
A questão, a meu ver (uma mera "professora em inicio de carreira"),
está a acomodação de muitos "colegas" docentes que gostam mesmo, 
e no fundo, de praticar o seu esporte preferido:
o falatório.
Sim, por que esses, os que mais difamam tudo e todos, engraçado,
são - geralmente - OS QUE MENOS deveriam falar...
Ok, Ok... há problemas, deficiências, 
desvios e zilhões de desistímulos em nossa profissão,
não há como negar (e seria hipocrisia não reconhecê-los),
mas ainda assim penso que se o "desgosto" pesa mais que o "gosto" 
(e seja lá em que caminho for) por que insistir nele e se tornar uma 
profissional amarga e "desgostante"?
É o filho, a casa ou as contas que te fazem prisioneiros da infelicidade?
Mas não deveria, o filho, a casa e as contas, serem sinônimo de vida
ativa e pulsante e não de frustração e lamento!?
Pensemos (e repensemos) nossas livres escolhas nessa semana, 
amigos professores.
Afinal, se tem um "herança" que carregamos em nossa profissão
(gostemos ou não) é a de sermos espelhos diretos de tudo o que 
pensamos, dizemos e fazemos, tanto para os alunos como,
principalmente para as "jovens professorinhas em início de carreira"
feito... EU, rs.
Os meus espelhos (na maioria das vezes), sinceramente, 
nessa minha "breve" carreira docente 
têm sido infelizmente, bem assim como na imagem:
lamentadores e lamentáveis....


É preciso que reavaliemos nossas vocações!


Eu tenho, e você colega professor, também deveria ter

vocação para ser FELIZ - principalmente na carreira a qual

dedica-se boa parte das energias e aspirações na vida.

Por um mundo com professores mais felizes...amém!

FELIZ DIA DOS PROFESSORES.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ler é o melhor remédio!

Bom dia para você que cumpriu com sucesso a meta das férias: LER!
Nestas férias, eu me comprometi a colocar em dia a "leitura de entretenimento"
(diferente das "leituras de trabalho/estudo").
São as perdas de madrugadas, lágrimas e unhas mais felizes de todas, rs.
Sendo assim, em junho estive:
no Paquistão-Afeganistão-Cuba dos anos 2000
com "Cinco anos de minha vida" de Murat Kurnaz.
O livro é um relato explícito e sem arrodeios dos bastidores
das políticas "anti-terroristas" da base de Guantânamo no governo Bush.
Gostei muito da escrita e de conhecer esse universo.
Depois fui à Geórgia/EUA do séc.XIX com
Solomon Northup no seu comovente "12 anos de es escravidão".
(Pocha, que presente poder me deleitar com uma fonte histórica dessas,
livro inspirador, extremamente profundo e emocionante).
Aí dei um pulinho em São Paulo dos anos 1990 pelas aventuras
de Funny Abramovich no seu "Que raio de professora sou eu?!".
Livro suave e divertido sobre uma professora de História e seu
cotidiano. Muito bom relaxamento e risadas.

Por fim, numa mesma "viagem"
estive nos EUA-ITÁLIA-ÍNDIA-BALI na companhia engrandecedora
da, legitimamente humana em crise, Elizabeth Gilbert.
Este livro é muito interessante. Que coisa linda nos depararmos
com uma escrita acessível e tão auto-biográfica
que nos permite adentrar em suas aflições mais íntimas...
Quantas reflexões podem ser feitas a partir dessa leitura...
muito, muito, muito bom.
É isso gente. Cada leitura dessa, teve um sabor diferente.
Recomendo cada uma delas pois em tantos aspectos me fez pensar...
Recomendo mais ainda a LEITURA.
Ler é mesmo, e sem dúvida, o melhor remédio.
De que outra forma aprenderia e viajaria tanto e em tão pouco tempo?

MARI

terça-feira, 8 de julho de 2014

Culto a dor



Cada vez mais me deparo com pessoas BEM próximas a mim que sofrem.
São pessoas que reconhecem seu próprio sofrimento, o que a meu ver já é super passo
rumo a mudança da situação, maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas que se veêm como "sofredores forever".
É difícil de explicar...
e eu juro que tento entendê-los mas as vezes a minha revolta é maior que meu racionalismo.
São pessoas inteligentes, conscientes da dor e da infelicidade nas quais estão imersas.
São pessoas capazes de perceber que estão nesta situação por escolhas pessoais que fizeram.
São pessoas que sabem que estão auto mutilando seus corações, esperanças, auto-estimas.
São pessoas que sabem que os ÚNICOS que podem mudar o cenário são eles mesmos.
E então... fico revoltada pensando: "Por que não agem? Por que não tomam uma atitude?"
Será mesmo possível que alguém simplesmente prefira viver chorando, infeliz, descontente,
humilhado, sem perspectivas ou esperanças a ser livremente FELIZ?!.
Eu admito que olhando de fora COM CERTEZA é mais fácil pensar em ação, em mudança.
COM CERTEZA para quem vive a situação ser assertivo e fazer a diferença acontecer não é simples,
mas é possível. É imprescindível!
Como é difícil para mim ficar aqui de fora, dando conselhos, pitacos, me metendo
(claro, somente quando me pedem "socorro" muitas vezes aos prantos)
sem poder, de fato, efetivar uma melhora na vida daquele que sofre e a quem tanto quero bem.
Queria muito ter o "poder" de chegar na vida dele e dizer:
"- acabou a palhaçada! A partir de agora vai ser assim, assim e assado!".
Mas não posso... as pessoas são maiores de idade. São senhores de seus destinos.
Assisto a seus sofrimentos com o coração apertadinho e a revolta crescente
mas não posso, ninguém pode, resolver questões que lhes pertencem...
muitas vezes em nossas vidas tomar certas atitudes só nós mesmos podemos fazer, decidir.
Eu tento fazer o que posso:
aponto caminhos, ilumino perspectivas de um futuro melhor e lembro que a felicidade não tem que ser
"um dia, quem sabe"... a felicidade tem que ser agora, JÁ!
É triste perceber como para muitos sofrer é mais confortável do que correr o risco de ser feliz.
Em nosso tempo, parece que o triste "culto a dor" é permanente.
MARI

:/

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Entender e Aceitar.


Penso em como é complexa a função dos psicólogos:
entender o que se passa no íntimo e profundezas de nossos sentimentos e mentes
é mesmo, me parece, como mergulhar num poço sem fundo e sem perspectivas...
afinal, tudo pode acontecer.
Entender o que o outro pensa é praticamente entender o que o outro é.
Porque, em grande parte, somos aquilo que pensamos.
Ultimamente tenho pensado mais nisso a partir da (re)leitura de dois GRANDES filmes
que revi: "12 anos de escravidão" e "O julgamento de Nuremberg".
Em tantos aspectos pude refletir sobre a figura do anti-semita e o escravista...
como ambos possuem convergências, tristes.
E, a partir daí, me vi pensando como é importante entender as pessoas em TODO o entorno no qual ela está inserida (histórico, cultural, educacional, econômico, social, político...).
São tantas as complexidades, referências, influências e inferências que faz de nós o que somos... somos o resultado de todas elas e, mais do que isso, somos o reflexo do que fazemos com todas elas juntas.
Entender o outro não pressupõe - de forma alguma - que o aceitemos ou que o livremos da eventual culpa que tenha em situações A ou B.
Entender o outro nos faz, ao menos aos meus olhos, perceber sua essência e seu comportamento
condicionado a ideologias e filosofias - mesmo que implícitas e por ele não reconhecidas.
O dono do escravo o vê, lê, cheira, percebe e trata como uma mercadoria, uma coisa.
O anti-semita, olha para o judeu como um rato, uma coisa que é culpada por suas desgraças
e que precisa ser eliminada.
Nenhum dos dois vê no outro uma pessoa, gente, seres humanos. Logo, suas ações para com esses,
não são humanas, e nem deveriam...
Vejam, longe de mim parecer que estou aqui defendendo a inquestionável
desumanidade de escravistas e anti-semitas, mas percebamos também como se engrenda seus pensamentos e como para esses homens desumanos em seus atos, segundo eles, não há desumanidade.
E ai, você entende por que mesmo a beira da forca, grandes nazistas morrem dando "Heil"a Hitler.
A que nível de desumanidade, de maldade - no sentido literal do termo - pode chegar uma pessoa, um ser humano, se embriagado por ideologias ou culturas manipuladamente reproduzidas?!
No final, concluo essa imersão reflexiva de semanas pensando que...
se podemos com a força da filosofia materializada em cultura, ideologia, discurso e práticas ser
DESUMANOS E MAUS e aceitar isso com uma naturalidade assombrosa, por que não podemos
fazê-lo para sermos mais HUMANOS, FRATERNOS E EM PROL DO E PARA O BEM?!
Por que foi e é tão difícil para o homem "amar o outro como a si mesmo?!".
Por que foi e é tão difícil ter tempo para causas coletivas, para o que diz respeito ao bem coletivo?
Por que foi e é tão difícil lutar pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo?!
É como se o caminho do egoísmo, do individualismo, do narcisismo e do egocentrismo fosse sempre mais interessante, favorável e indispensável...
Como podemos assistir a miséria alheia e não nos compadecer?
Como podemos olhar isso tudo e pensar: "e o que eu tenho a ver com isso?"
Tem um ditado popular recente que diz que
"quanto mais conheço os homens mais amo meus cachorros"...
fico pensando se devemos aceitar esse tipo de constatação.
Se devemos aceitar nossa "natureza" de "lobos dos próprios homens" como diria o pensador Hobbes.
(...)
Ainda, se deterministamente o homem assim o fosse (o que eu não acredito),
ainda assim, há longa distância entre entender e aceitar.
Deus nos deu o livre arbítrio. Dentro de nós, acredito, existem sementes do mal e o do bem.
Cabe a nós, escolher para qual delas direcionaremos nossos regadores ao longo da vida...
Entender não é aceitar.
Eu não aceito o mal, a desumanidade e a simples assertiva de "não tenho nada a ver" com o outro ou a miséria do mundo.
Sou (somos) sujeito da minha história e da sociedade na qual me insiro hoje
- assim como o homem da pre-história, antiguidade, do medievo e da modernidade.
Mesmo que assumamos a covarde postura da omissão, ainda assim, não nos livraremos das consequências das nossas ações - ou da ausência delas.
Eu entendo, mas não aceito.
MARI

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sou cientista, logo penso.



Sou cientista. Ah, sou.
Sou cientista humana, social.
Acontece que a ideia, o imaginário que se tem dos cientistas são dois:
ou la "professor Pardal" 
(que dá sempre um jeito em tudo)
ou la "homem do jaleco branco"
(geralmente ligado de alguma forma a tecnologia ou as descobertas da saúde).
Acontece, que na minha área, as Ciências Humanas - sim, aquelas relegadas 
a última instância científica mesmo hoje, depois de tanto debate, polêmica 
e paradigmas (como o Pensamento Sistêmico e tal) -  o imaginário sobre cientista é praticamente nulo,
e é sobre isso que tenho pensado ultimamente.
Ninguém nos imagina construindo ciência - talvez por que a nossa ciência não seja aparentemente pragmática ou utilitária como os ingênuos possam pressupor.
Bom, mas isso não impede que nos identifiquemos, e mais, sejamos de fato cientistas.
Nossa ciência humana, reflexiva, analítica - em boa parte das vezes - é feita, refeita, debatida e fomentada cotidianamente, por mais que não andemos de jaleco branco e tirando fumaça de pipetas como se espera.
E, por isso, reproduzo a fala do meu orientador de umas semanas atrás...
"- Ah, sinto muito. Sou intelectual, sou pensador. Não espere que eu não pense, que eu não analise, que eu não exponha minhas conclusões, mesmo que inconclusas."
e eu acrescento ainda:
"- Fomos e seguimos sendo formado para isso, é nosso trabalho, é nosso dever como pensadores humanos e sociais."
Respeitem-se. Respeitem-nos.
MARI


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sou brasileira sim sinhô!

Sou brasileira sim, com orgulho e com amor.
E não tem copa, governo A ou B ou qualquer outra ideologia
oportunista que queira me fazer justamente enfraquecer meu patriotismo,
minha identidade cultural e social ou meu lugar 
- no sentido estrito do termo - que vá me fazer desistir daquele que é minha essência.
Não é ser ingênuo, nem é reprodução alienada de discurso partidário,
é consciência que uma nação é muito mais do que um "saco de pancada".
Somos nós todos que a construímos 
e a re-construimos historicamente a muiiiiiiiitos anos. 
Somos co-partícipes das vitórias, conquistas e avanços 
bem como das derrotas, fatalidades e retrocessos.
Queremos mais à nossa pátria? Sim, mais. Muito mais. Merecemos mais.
Mas não nos esqueçamos da nossa História, do nosso caminho até aqui -
independente do que se fez na gestão A, B,C - não esqueçamos de nossas 
histórias.
Infelizmente, nos vejo em processo gradual (e triste) de transformação (majoritária) numa nação que odeia a se mesma, que não se valoriza, que não se compreende, que não se defende, que não se auto-analisa, que não se orgulha, que não trabalha por si mesma, que não pensa positivo e pior, que não busca encontrar caminhos de crescimento.
Se não nos conhecermos, se não encontramos motivos para sonhar e querer crescer e se não colocamos toda essa vontade em prática, QUE NAÇÃO HERDARÁ NOSSOS FILHOS E NETOS?


(...)


Sou mesmo da contramão. Sou careta, daquela dos "velhos tempos"...
daquela que acha que nosso país tem 1001 problemas 
e realidades miseráveis e que muito tem a fazer para sair do SUBdesenvolvimento MAS que é a minha casa e mais do que isso, é meu LAR.
Por isso mesmo, não vou me contentar com essa situação permanente 
mas não posso, ao mesmo tempo, renega-lo ou desacredita-lo 
esquecendo de seu potencial de crescimento tanto físico, econômico, cultural e político E, PRINCIPALMENTE, social, sim, o social.
É essa nossa maior riqueza: o nosso povo. É nele e na sua capacidade que confio.
E é por isso que nesta copa, e nas demais que virão, 
nesta Olimpíada, e nas demais que virão, 
e em todas as demais competições esportivas 
ou situações em que meu, NOSSO, país estiver sendo representado
terei orgulho de "vestir a camisa" e de dizer que esse é meu lugar.
Por que, apontar 1001 erros e ficar aqui virtualmente xingando A, B, ou C é fácil.
Difícil mesmo é "botar a mão na massa" e fazer a diferença. 
Sim por que "querer é poder" e "saber é poder" DESDE que se aja!
Tomar consciência é MUITO DIFERENTE da conscientizAÇÃO
(como bem pôs Paulo Freire outrora).
Então, você, revoltado de plantão, o que faz na prática para melhorar as 1001 desgraças do nosso país além desse partidarismo facebookquiano barato

(que nem graça tem mais... agora já está penoso sabe?! #FICADICA)?!

(...)


Vai meu Brasil, entre em campo no futebol,
e todas as grandes áreas que forem preciso, e dê o seu melhor. 
A minha torcida, sempre terá.
"O lugar é maior do que as pessoas. Pessoas passam, o nação não."
MARI

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Algumas coisas vão, mas nem todas.


Guardar e acumular raiva, ódio e rancor de fato, não faz mal maior do que a quem os armazena e alimenta.
O outro, a quem se tem a tal raiva, rancor ou ódio, vamos combinar, na maioria das vezes nem sabe que a ele se destina tantos sentimentos infelizes.
Aí, no fim das contas, quem fica ruminando, sofrendo e se debatendo com o mal tremendo que esses três poderosos sentimentos causam é mesmo quem os mantêm.
Ok, ok. Seria muita hipocrisia minha dizer que nunca senti, alimentei ou sinto e alimento algum dos três. Claro, sou humana, também já me vi nesta situação.
Mas sou racional. Sei dos malefícios pessoais que isso tudo me faz. Por isso, faço o possível para me livrar destes "encostos" assim que posso.
Ok. Passa a raiva, passa o rancor e passa o ódio. Tudo passa.
Mas as marcas, essas ficam.
E não venha pedir ou esperar de mim, uma pessoa sensível e uma historiadora de ofício que não
sinta, que não se entristeça ou que esqueça, que não tenha memória.
No máximo, reze para que eu não lembre com frequência.
Esquecer? Impossível. A menos que doente...
O machucado que se causa muitas vezes é irrecuperável.
As marcas alí permanecerão para sempre.
Resta aos causadores, se ainda alí tiverem interesse de insistir por arrependimento
ou qualquer motivo que for, serem perdoados o suficiente para que o episódio causador
não venha a tona sempre. Para que ele permaneça esquecido e que assim, seja possível seguir.
É como uma queimadura. As marcas sempre nos lembram do choque, da dor. Não tem como.
E, muitas vezes, apesar do perdão, o retorno às "boas" nunca acontecerão
simplesmente  por que as "boas" ficaram num passado que não volta mais.
Conviver numa "boa" com quem deixou marcas tão profundas  é insustentável.
Assim, pode-se manter o coleguismo, a educação e vivência.
Mas a convivência de fato, não existirá nestes casos e, quer saber,
muitas vezes assim é mais saudável mesmo.
No mais, nunca é demais lembrar que tudo passa
e o perdão pode até vir do fundo do coração, mas a memória é permanente e taxativa:
o que se fez está feito.
Resta saber como lidar de maneira saudável com isso adiante.
Mari

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dançando um tanto...

Esse mês de maio me trouxe um "bico" muito bem vindo:
voltei a dançar.
Fui contratada pela Escola Pedro Calmon em João Pessoa
para coreografar as danças do S.João do Ensino Fundamental 01.
Os pequenos têm sido uns amores.
É incrível como a convivência com as crianças faz bem.
De longe os dias de ensaios são aqueles nos quais eu me sinto mais querida.
Nunca fui tão abraçada, beijada e querida na vida.
A pureza dos corações deles é ainda mais apaixonante.
De fato, não daria certo ser professora desse nível de ensino... seria difícil não ama-los cegamente.
A festinha vai se aproximando e eu fico sempre com o coração na mão...
penso sempre que sentirei muita falta de encontra-los mesmo que só uma vez por semana.
Além deles, e mesmo os ensaios sendo no fim da semana (o que significa o restinhoooooooo das minhas forças e energias), ainda tem a questão de voltar a dançar mesmo que suavemente através de suas comemorações juninas.
Dançar, para mim, sempre teve funções terapêuticas. É o meu remédio da alma sabe?
Assim, tenho concluído que neste período tenho sido mais feliz...
MARI
:)

domingo, 18 de maio de 2014

#ParaOMundoQueEuQueroDescer


5 segundos? Ou foram 10?
Não sei dizer... pareceu uma eternidade.
Hoje, fui assaltada na minha rua e por uma eternidade estive literalmente com a faca no pescoço.
Eu, que fui furtada na UFPB a menos de 3 semanas hoje tive essa "bela" surpresa.O prejuízo foi bem grande, muito. 
Boa parte do suado salário foi embora assim, de um segundo pro outro. 
Aquele salário que me custa tanto trabalho, empenho, energia e tudo o mais sabe? 
Foi embora. Sem mais nem menos.
O celular, que já era daqueles do tempo de nossa bisavó (nem internet tinha) também.
Os documentos? Já eram.
Instrumentos de trabalho que demorei a adquirir... também.
Podia ser pior? Ah, podia. 
E eu sei que não estava só por isso, Ele estava comigo.
Como estou me sentindo?
Primeiro senti medo. Depois senti mais medo misturado com raiva. Aí fiquei revoltada.
Agora, francamente, não sei mais o que sentir... estou no estágio "que mais falta acontecer" sabe?
O B.O.? Fiz. 
Mas não me pediram nenhum comprovante de que eu era eu mesma. 
Não me perguntaram se eu estava bem ou se me fizeram algo. 
No assaltante? (além de perguntarem se estava armado e o que me levou) 
ninguém nem tocou no assunto. Como era, o que vestia, para onde foi? 
Enfim... essas coisas que uma pessoa "ingênua" como eu esperaria da polícia
que em tese - e na minha cabeça inocente - deveria ir atrás do bandido.
Ponto final. Fim de assunto.
O que me resta? Sair de casa com medo (quando eu tiver coragem de sair),
andar mal vestida para que ninguém queira me roubar nada 
e aceitar que a essas horas o sujeito deve ter torrado todo meu dinheiro suado com
sua vida de impunidade.
Ser bandido é mesmo muito vantajoso em nosso país.
Nós, os honestos, é que pagamos a conta.
#Cansei #Desnorteada #ParaOmundoQueEuQueroDescer

sábado, 10 de maio de 2014

Vem cá fazer melhor!


Estes dias andei profundamente irritada com certos comentários das pessoas sobre minha vida.
Na maioria das vezes, não me importo com o que dizem.
Afinal, a vida é minha, ouço apenas o que considero construtivo e assim tenho seguido.
Masssssss existem épocas em que estamos menos "imunes"a esses comentários não é mesmo?
Nestes dias, tudo o que se quer é dar uns gritos e dizer poucas e boas a essas criaturas que no geral,
e no fundo, estão nos acusando de "dramáticos" e dizendo-nos que nossa vida
É SENSACIONALMENTE maravilhosa,
que não sabemos o que é sofrer ou fazer coisas ruins ou "a força" e blá blá blá...
Nisso constato duas coisas:
a) hoje em dia parece que vivemos numa competição diária
para ver quem é o "maior sofredor" de todos.
Se eu comento alguma coisa do tipo: "pocha, tá difícil por aqui..."
as pessoas não demoram a responder:
"dificil? Você não sabe o que é dificuldade..."
Não sei se rio ou rio...
francamente, tenho vontade de responder: "pocha, se joga da ponte essa sua vida é um martírio!"
b) O "outro" é sempre o dramalhão em pessoa.
 A vida dele é sempre muuuuuuuuuuito melhor do que a sua.
Ele é sempre o MAIOR dos ingratos que não sabe dar valor as maravilhas da sua vida.
COM CERTEZA se ele tivesse sua vida, AI SIM, ele saberia do que reclamar...
huahuahuauhahua
(...)
Bom, hoje dou rizada disso mas em algumas horas dá vontade é de gritar:
"Vem cá então viver minhas "maravilhas" e faz melhor!".
Ah, pelo amor de Deus!
Posso falar, amigo de verdade consola e anima.
Mostra o lado positivo de tudo e não começa uma chuva de lamentações
nos mostrando que a vida sempre pode ser ainda pior.
De gente que se lamenta, que nos acusa e que só vê
"o lado negro da força" tô farta.
"Tô pulando" esse tipo de gente, rs.
Quando estiver de bom humor e no meu momento
"fazendo a caridade de ouvi-lo sem escuta-lo"
eu volto a atura-lo. Até lá.... inté!
MARI.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Focada


Não sou perfeita, sou humana. E erro, muito.
Mas neste momento resolvi conduzir minha vida de uma maneira assertiva
acreditando piamente que estou no caminho da verdade e do bem.
Pensando somente nisso (em ser reta, justa e correta) resolvi traçar planos, metas, para minha vida.
(coisa que não é de hoje que venha fazendo...)
O que mudou foi o foco e a determinação em firmar bem os passos e a "mira" no meu objetivo.
Nada me desviará.
Sei bem onde quero chegar e estou decidida.
Agora, tudo está milimetricamente traçado na ponta do lápis.
Meu futuro depende SÓ DE MIM.
O presente, eu já ando percebendo, será essa eterna meleca azeda até que eu alcance os primeiros objetivos, mas, PACIÊNCIA...
(essa será a palavra de 2014, paciência)
e AÇÃO.
Chega de sonhar, e pior, de se lamentar da "lonjura" da distância da concretização de tudo.
Tá longe? Muiiiiiiiiiiiito! Não consigo nem enxergar "embaçado" tudo o que preciso,
mas não tem problema, vamos seguir firme até que lá longe,
no horizonte, o primeiro sinal de esperança comece a despontar.
Sempre fui assim: tenho dificuldade em tomar importantes decisões,
mas depois de tomadas,
ah, meu amor, não volto mais atrás. (salvo circunstâncias raríssimas...).
Tá decidido. E não está sendo nada agradável.
Estou feliz? Não. Definitivamente não.
Mas estou satisfeita. Estou no caminho certo.
Nem sempre o que é certo, o que é preciso, é tranquilo e "gostoso".
O desconforto, o desequilíbrio é necessário para aquisição de novas posturas e conhecimentos,
como bem diria o educador Jean Piaget.
Desequilibrarei e aos poucos, assimilarei (emos) todas as novas "fases" e adaptarei (emos) tudo com maior maturidade.
Vygotsky - outro grande educador - via em todo ser humano um potencial de crescimento, de aprendizagem.
O que nos separa disso, segundo ele, é apenas uma zona de desenvolvimento proximal.
Acho, que resolvi me jogar nela. Me jogar de cabeça.
Acredito no meu potencial, sei onde posso chegar e estou disposta a "desequilibrar"
no presente em prol da acomodação e futura aprendizagem que o processo todo possa me (nos) trazer.
Vai ser fácil? Não.
Vai ser rápido? Não.
Vou (vamos) sobreviver? Sim.
Avante.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Enojada...


A gente estuda tanto, se prepara tanto...
sabe, e no fim de tudo, você cai num mercado que, sinceramente, não precisa de nós.
Precisa é de um desses colegas - alguns que nem licenciatura possuem -
que fazem tudo a qualquer preço e hora.
Pronto, no final das contas, é ISSO o que conta e interessa.
(...)
É duro demais ser jogada no salão quando o que toca é o samba do criolo doido
e o que você treinou a vida toda foi o clássico dos clássicos.
É completamente desorientador o meramente e simplesmente correto ser tido
negativamente como "rigor" exagerado.
Rigor exagerado? Pocha... não sei se choro ou se rio com uma afirmação dessas.
(...)
Minhas convicções e valores educacionais andam muito muito abalados e sinceramente tenho estado triste - no sentido literal da palavra - o suficiente para não me animar ou esperançar com nada mais.
Que triste trabalhar assim. Que triste viver assim.
É nisso o que, aparentemente, minha carreira tem se transformado em 2014: numa tristeza.
A conclusão de que as conversas são só conversas, as promessas são só promessas
e as teorias são só teorias são uma realidade devassadoramente constatada a cada novo dia de trabalho
e tem um se tornado um fardo muito muito muito sofrido de levar.
Até quando meu Deus...
Mari
 :/

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Por hora acabamos - apesar de desejar que nunca terminemos.

Algumas coisas na vida são.
Outras estão.
De tantas outras estima-se, espera-se...
mas, por circunstâncias da vida, não estão, nem serão tão cedo...
Sim, por que uma coisa é a "expectativa sobre" ou o que "deveria ser"
e outra bem diferente é o que DE FATO tornou-se.


Se, COMO DIZ O DITADO, "um não quer dois não brigam",
não faz algum sentido pensar que "se um não quer dois não amam?!".
Algum sentido ninguém pode negar que faz.
Como é difícil construir - tentar pelo menos - uma relação com alguém que simplesmente
NÃO QUER se relacionar com você.
Como é difícil conviver com a EXPECTATIVA do mundo sobre essa relação que
deveria (convencionalmente) existir de maneira fraterna, amorosa e frequente.
Como é difícil fazer SOZINHA uma relação acontecer.
Dessa forma ela torna-se um fardo. Torna-se um peso. 
Um peso grande, insuportável, que decidi: não aguento, NEM VOU, mais carregar.
Não é desistência -  pois tenho esperanças que um dia, amanhã, ano que vem, daqui a 20 anos... -
talvez isso possa mudar sabe? Mas hoje, hoje não posso mais seguir assim.
Estou infeliz e me sentindo cansada de carregar o peso da responsabilidade de um fracasso constante
numa relação na qual só eu manifesto interesse.
Cansei. E é um cansaço quase físico.
Cansei também de ser (implicitamente na maioria dos casos) forçada a manter laços e ações
que representem o carinho, atenção, respeito, consideração e cuidado por uma relação que OS
OUTROS esperam que existam mas que, na verdade, se existiu (pelo menos de 10 anos para cá)
foi aos frangalhos, na "marra". 
Não há, visivelmente, reciprocidade entre nós dois. 
Não há, amor. É triste, mas não há, admitamos sinceramente.
Cansei. E não estou nem um pouco interessada em "construir ou regar amor" junto a alguém
que simplesmente não quer - declaradamente
minha presença junto a sua vida, seus amigos ou cotidiano.
Não estou interessada em manter uma relação com alguém que só lembra de mim em situações isoladas
nas quais sou "explorada" para algo que lhe é útil emergencialmente e ponto final.
Imaturidade? Inobservância? De quem: sua? Minha?
Não sei.
Deveria eu, a "sensata", a "salvadora" da pátria, remar contra a maré 
e não abrir mão da possibilidade de sermos - concretamente - o que se espera de nós?!
Talvez. E é esse talvez que não em fará agora trancar essa porta a 7 chaves. 
Por hora, a fecharei, apenas, e disso não tenho dúvidas. 
Fecharei com a consciência tranquila de que hoje, e até aqui, 
fiz o que achei possível para tornar tudo "normal". 
Dei vários passos, carreguei a "missão" sozinha nas costas por nós 2 durante o tempo que pude. 
Agora, chega. Não mais.
A partir de hoje determinei: 
se um dia você quiser transformar essa relação um ônus para todos nós, ótimo. 
Serei muito feliz em reavê-la e fazer dela,
junto com você, aquilo que SEMPRE DEVERÍAMOS ter sido.
Caso contrário anuncio:
Uma relação é algo que precisa ser desejado e realizado por dois lados predispostos a tal intento.
Relações não devem ser fardos, devem ser fonte de segurança e paz. 
Todas as minhas assim o serão, a começar pela nossa.
Enquanto fardo ela for, resolvi larga-la e sentar bem em cima. 
Não vou mais levar o peso de um fracasso e de uma expectativa não correspondida. Chega.
Por hora acabamos - apesar de desejar que nunca terminemos.
MARI.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Que pena...


Ando cercada de pessoas que dão pena. Apenas, nada mais.
Essa frase, essa imagem assim... veio SUPER a calhar.
De um lado sinto-me arrodeada de gente que acha que por que viveu mais que eu,
me entende. tsts. Ledo engano.
É uma gente que pensa que está SEMPRE certo.
É uma gente que não parece nem um pouco preocupado em tentar entender o outro, e
que por isso mesmo nunca para para pensar que "pocha, o problema pode ser eu não?!".
De outro lado, tenho enfrentado batalhas semanais contra uma gente que de fato e com certeza me dá MUITA pena.
É uma gente que, aposto, nem sabe o por que... mas resolveu não me possibilitar dar asas para voar.
A dor que sinto tem sido similar a de quem tem uma parte do corpo presa o tempo todo...
entendo o João Gibão...
Tenho procurado Deus em todas as coisas, sempre.
Tem sido tão desgastante... Deus me dê forças.
Mari

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Juventude Transviada...


Fala sério, qual o problema da juventude do século XXI?
Mais uma vez estampam-se os noticiários com um caso de aluno do ensino fundamental que invade a escola e sai matando (dessa vez a facadas) friamente quem encontra pela frente - colegas ou não de sala, professores e funcionários.
Onde? Nos EUA. 
Nesse país esses casos até são comuns. Eu, já nem me choco tanto. 
O que vem deixando preocupada a é minha curiosidade que reacende
 a cada novo caso desse de violência norte americana:
"por que o jovem daquele país é tão violento? 
Por que age com tamanha frieza contra aqueles que,
muitas vezes, fazem mais parte de sua vida do que sua própria família?!"
Sempre fico pensando nestas questões... 
será que nos EUA essa situação de tamanha violência entre os seus jovens
já não deve ser tratado como um caso de "segurança pública"?!
(...)
Bom... mas o que me fez vir aqui escrever e desabafar 
foi mesmo um sentimento que tem cada vez mais tomado conta de meus receios profissionais  - sim por que sou professora, educadora por ofício:
"que papel a escola brasileira 
(meu lócus de trabalho que POR ACASO tem a finalidade de EDUCAR a juventude do meu país tendo a mim como um dos principais ATORES neste sentido)
tem desempenhado na vida desses jovens? 
Por que eles estão cada dia mais agressivos com os colegas, com seus professores, com gestores e profissionais? 
Por que depredam cada vez mais os patrimônios escolares (paredes, cadeiras, áreas comuns)  e seus próprios materiais (livros, cadernos, estojos)? 
Por que tudo o que representa e significa alguma relação com o universo escolar é tratado pelos nossos alunos de forma, crescente, tão negativa e agressiva?".
Isso tudo de fato me assusta, me preocupa. 
Mas principalmente, me entristece.
Entristece-me por que essa minha observação é referente a universos múltiplos, logo, infelizmente, a meu ver, e diante das minhas experiências,
é uma situação generalizada: 
não importa se escola pública ou privada pequena/grande.
A reflexão que me persegue é: 
"por que a escola, e tudo o que a envolve, é visto de maneira tão negativa pelos alunos? Por que designam a ela agressividade e violência quando deveriam alí depositar - no mínimo - interesse?".
Acredito (inclusive me incluo, como educadora escolar, nesse nicho) 
que esses problemas são frutos de inúmeros fatores que associados têm resultado nessa situação toda.
Mas não posso deixar de me entristecer ao perceber que entre esses fatores há a nítida percepção de que os alunos muito pouco ou NUNCA se identificam com a instituição/ambiente escolar.
Sim, por que se houvesse o mínimo de identificação e, consequentemente, de zelo, cuidado, interesse - e quiçá carinho - pela escola MUITO de tudo isso não existiria.
Como não trazer um tanto dessa "culpa", para mim - educadora escolar? 
Devo estar fracassando como educadora neste sentido...
não consigo contribuir significativamente  para que estes alunos se identifiquem com o ambiente escolar, com seus fazeres, com o aprender que ele pode lhes proporcionar...
Apesar de acreditar que a "culpa" não é de um só sujeito, penso que todos nós atores escolares,precisamos estar preocupados e empenhados nessa causa:
a da significação da aprendizagem.
Esse é o segredo do sucesso escolar a meu ver.
Essa sim é a grande vilã dessa situação: a significação da aprendizagem. Aliás, a falta dela.
Assim, o aluno, que não entende o porquê vai à escola, 
nem por que precisa adquirir aquele monte de conteúdo muito menos para que boa partes serve, só pode mesmo se "revoltar" contra essa obrigatoriedade de passar a maioria de sua infância e adolescência frequentando um espaço que lhe impõe um monte "insignificâncias". 
Resultado? Violência - agora cada vez mais - física e depredativa contra tudo o que represente isso.
O problema, claro, vai MUITO mais além da insignificância dos saberes escolares:
- essas crianças e jovens são no máximo alunos, pouquíssimos descobriram o prazer de ser estudantes.
- muitos moram em casas, mas não possuem lares.
- a família deles é completamente desestruturada e esfacelada. São expostos cotidianamente a situações que nem muitos adultos resistiriam incólumes.
- a referência de respeito e autoridade praticamente não existe.
- os conceitos de limite e dever estão em extinção. 
- não possuem infância de fato, brincando e interagindo saudavelmente com outras crianças e assim socializando e dividindo saberes, brinquedos, situações e interesses.
Some-se a isso tudo um mundo que apresenta, principalmente via mídia e eletrônicos, 
TUDO a TODOS descomedidamente. 
A violência e o desrespeito são ideias disseminadas subliminarmente e muitas vezes explicitamente. 
E o que para mim, causa maior temor:
falta, no mundo "moderno", Deus no coração das pessoas
O ateísmo cresce na velocidade da luz e junto com ele
o destemor, a valentia desmedida, o atrevimento e o sentimento de que "nada temerei", “posso tudo”...
Por isso, quando encontro algum aluno que possui uma religião, me alegro. Alegro-me profundamente (independente de qual religião seja) por que sei que alí existe orientação, rumo, existe um "por que" e um limite para suas ações e desejos. 
As coisas estão difíceis e acredito, infelizmente,  ainda podem piorar demais.
Só me pergunto até quando vamos ficar, no máximo, analisando-as.
Quando vamos começar a elaborar planos de ação e APLICA-LOS a fim de resolver isso tudo?
Empurrar esses problemas com a barriga não vai resolvê-los. 
Culpabilizar "a" ou "b" e esperar que outros resolvam também não vai melhorar a situação.
É preciso agir. E rápido.
A juventude está transviada e vai piorar. 
Cabe a nós todos, e também a escola, aceitar ou virar o jogo.

MARI

quarta-feira, 12 de março de 2014

E sua vida segue sem Deus...

Sei logo quando uma pessoa não crê em Deus.
Até seu olhar é diferente.
Ela nada teme, nada respeita. É presente apenas.
Para esse tipo de pessoa nada a retém no passado e o futuro, a ninguém
- nem a Deus, claro - pertence, rs.
São pessoas, geralmente, cheias de si e que carregam deliberadamente o "rei"
do seus egos na barriga sem nenhuma timidez ou receio.
São seguríssimas de si e nada respeitam.
Para tais pessoas, não há nada ou ninguém que lhes seja superior no MELHOR e PRINCIPAL
dos sentidos: como Aquele que as guia, as perdoa, lhes tem misericórdia, lhes oferece sempre a mão, só pensa nos vossos "bem" e, sabiamente, NUNCA as deixa sozinhas.
Não.
Para essas pessoas, Deus - ou qualquer ser/coisa superior  - não existe.
Além disso,
para essas pessoas, nós, os crentes - independente da religião seguida, somos ALIENADOS,
seres menores, pejorativamente analisados e criticados como aqueles que "se deixam iludir" cegamente por crenças infundadas ou não comprovadas. Por dogmas impostos e difundidos.
Somos os homens e mulheres, soldados de uma fé que nos faz "lavagem cerebral" dia e noite.
Mas nós crentes sabemos: fé não se discute, fé não se prova ou comprova. Fé não se explica.
Fé se sente, acredita. Mas, nem todo mundo tem essa sensibilidade ou disposição...
Francamente? Tenho pena desses homens e mulheres descrentes, são "homens de pouca fé".
São nitidamente, aqueles que a tudo e todos desafiam, os que não respeitam nem escutam opiniões diversas.
São os que riem das diferenças e que ironizam a diversidade de crença,
pensamento ou direcionamento/filosofia de vida daqueles que preferem seguir com Deus.
São pessoas céticas que se dizem tão sábias... mas, que na verdade, são as criaturas mais cegamente dogmatizadas e alienadas por sua "descrença" explicitamente assumida
- nossa, e como eles têm necessidade de gritar sua falta de fé e de dar "patadas" nos "religiosos".É uma superioridade interessantemente agressiva e opressiva. Não vejo superioridade ou acerto nisso...mas enfim...
No geral, os descrentes são crentes sim: nas suas verdades absolutas.
Nos seus dogmas particulares.
Nas suas radicalidades circunscritas em seus fundamentalismos estreitos que, mais do que qualquer coisa, depois do choque, só me causam pena.
Pena sabe de que?
Do tempo que perdem rejeitando a Deus e suas maravilhas.
Sim, por que Deus segue pacientemente na soleira da porta destes descrentes todos, esperando
uma chance de entrar.
É pena... pena mesmo, que alguns morram, sem nunca descerem de seus pedestais balizados numa arrogância sem fim...e suas vidas vai seguindo sem Deus.
Não por que este último deseje, mas por que somos todos livres arbitrariamente
para escolhermos nossos caminhos.
Nós somos as nossas escolhas.
E até escolher não Segui-lo só cabe a nós mesmos.
(e até essa escolha, foi Ele quem nos deu. Nisso, eles e suas certezas absolutas não pensam...
mas sabem se colocar em situações de desespero e me dizer:
"se vc crê mesmo em Deus, e se o teu Deus é tão bom e justo quanto você diz, peça a Ele por mim, estou precisando...").
Sugiro que assistam o filme "O Ritual" com Alice Braga e Antony Holpkins.
Este filme aponta bem a discussão aqui sugerida: a necessidade e a força da fé.
Triste fim dos descrentes.
MARI

terça-feira, 4 de março de 2014

Combater o bom combate...


Estamos, todo nós, sempre respaldados pela premissa do relativismo.
Afinal, tudo é relativo. E, como diria meu professor de física, "depende muito do referencial".
É incrível como não adianta currículo, estudos, leituras e dedicação...
(O bom mesmo são os cabelos brancos e a pose de que "sabe o que faz"... 
mas, claro, isso também é relativo. rs)
É incrível como não adianta a prática correta e justa pautada na democracia...
(O bom mesmo é lembrar que estamos incluídos num Sistema que nos engolirá...
ah, tivesse eu tomado a pílula azul e não a vermelha heim Matrix?!
mas, claro, isso também é relativo. rs)
É incrível como as coisas são como são e como os discursos e ideias
são discursos e ideias apenas. No máximo interessantes.
(mas, claro, isso também é relativo. rs).
Relativo ou não. As coisas estão. E definitivamente, discordo delas.
(...e quanto a isso não há relativização).
E não é o Sistema que me "ameaça" que pode não me "aproveitar", as vezes penso
muito sobre o fato de EU não querê-lo ou não aproveitá-lo. Simples assim.
Tenho pensado que...
"por que é que o Sistema é que nos testa e não nós a eles?"
"por que eu é que tenho que me enquadrar?"
(e seguir debatendo-me com meus valores, sensibilidades e fé...).
Penso como complicamos tudo...
"quem foi que disse que ser "feliz" é está incluído nisso tudo?
E se a felicidade estiver justamente na distância disso?
E se eu morasse numa casinha na roça, comendo o que eu planto e dormindo sob a luz das estrelas...
eu não seria "feliz"? Por que sim? Por que não?"
(...)
De todas as passagens bíblicas, é essa a que mais - e sempre - "martelou" e "martela" meu juízo:
"...combater o bom combate e guardar a fé. Combater o bom combate e guardar a fé...".
O "bom" e o "ruim", graças a Deus, também são relativos.
Assim, o "bom" combate do Sistema, pode não ser o meu.
E é nisso que eu tenho pensado.
Sofrer e me adequar negando-me ou ficar em paz e buscar o meu caminho, mesmo que "alternativo".
Parecer/Ser isolado não significa estar sozinho.
Cada dia mais, tenho mais certeza disso.
Pare. Olhe. Escute. E depois, não muito depois pois a vida é breve demais para conformismos e incertezas eternas. O risco se corre mesmo em "aparente segurança", vá. FAÇA.
Combata. Mas só os BONS combates.
MARI.

segunda-feira, 3 de março de 2014

O "x" da questão.

Há treze meses não sou mais eu, somos "nós".
E, de repente, somos 2 MAS um só.
Díficil. Complicado. Desafiador.
Tudo tão bom, tão lindo. Incrível.
Tudo tão sutil, tão tênue. Delicado.
Aprendi tanto neste tempo.
Descobri nesta nova experiência tanta coisa que eu não sabia.
Aprendi, mais uma vez que "nada sei...".
E como é difícil e maravilhoso viver a dois.
São tantas escolhas - o tempo todo.
Ou ligo ou não ligo. Ou digo ou não digo. Ou vou ou não vou. É ou não é.
Quando antes disso tudo só cabia a mim resolver tudo...
Agora não não, cabe a nós.
E é tanto amor e felicidade que o medo de estragar tudo faz com que acabemos estragando...
Estou sendo Omissa? Submissa? Permissiva? Abusiva? Agressiva?
São tantos os temores... e maior ainda o desejo de ser equilibrada, de ser adequada.
Nem de mais, nem de menos. Nem só ele, nem só eu.
Manter-se firme personalidade sem sufocar o outro. Entende-lo e fazê-lo sem esquecer-se...
Delicado. Sutil. Tênue.
É mesmo uma arte a de viver a dois.
Minha experiência é tão curta. Eu sei tão pouco...eu nem sei...
Agora entendo os discursos bíblicos sobre vida marital, sobre amor e o sacramento do casamento.
Agora entendo os pedidos de "tolerância" e "perseverança" desejados aos recém-casados.
Agora entendo que somos 2 mas precisamos sempre sermos nós mesmos e AQUI está a chave de tudo, o "x" da questão, o segredo do sucesso.
Sigo aprendendo e tentando fazer o melhor. É tudo tão bom e iluminado, não se pode deixar apagar.
MARI
:)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

"Interesseirismo?"


É tão difícil essa época do ano. É a pior de todas.
Meu juízo fica a mil: passa e repassa pensamentos mil...
e é por isso mesmo que a época é péssima, por que as conclusões são sempre as mesmas: tristes.
Evidentemente a minha versão "Poliana" não está aflorada neste período.
(...)
Sabe o que é? As vezes canso de ser...queria tanto apenas estar...
Me cansa ter que justificar, argumentar e re-argumentar coisas, atitudes e expectativas legítimas.
Me cansa ter que ficar lembrando, de tudo sempre.
(Ter que ficar ouvindo as velhas e boas desculpas em novas e ridículas circunstâncias...)
Me cansa.
Me cansa ser. Queria um breve "estar".
Me cansa dar e tão pouco receber.
"Interesseirismo"? É...pois é. Neste aspecto me descubro interesseira.
Tenho interesse sim. E muitos.
Mas não sou outdoor - ter ficar dizendo, pedindo, avisando, escrevendo ou até desenhando...cansa.
Cansa por mais que se faça, e apesar de tudo que se faça, ser tratada com desinteresse.
Cansa interessar-me mas ser sempre advertida: "assim não heim?!".
Buscar sempre ser correta, cansa. Cansa muito.
Afinal, o mundo anda tão incorreto, os caminhos andam tão tortuosos...
Ultimamente, e principalmente nesta época, só não me canso mesmo da vontade
de "jogar a toalha" e dormir até que abril começe...
MARI

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ta no meu direito ok!?


Minha legislação pessoal diz:
"Mari querida, preste atenção, tá no seu direito:
- rir quando tiver vontade, e somente para quem desejar.
- ficar séria quando achar necessário.
- evitar a conivência e a conveniência.
- ser franca, antes com você mesma.
- engolir SOMENTE os "sapos" estritamente essenciais.
- não tolerar cobrança e gente "pegajosa" ou possessiva.
- honrar pai e mãe.
- não roubar, matar ou desejar homem/mulher do outro.
- exercitar a observação e a desconfiança, principalmente se o sujeito for humano.
- ser inteligente: aprenda, há pessoas com quem simplesmente não vale a pena discutir.
- calar-se. Muitas vezes o silêncio é a melhor resposta.
- não fingir que sente, deseja ou quer bem se não é verdadeiro.
- ser apenas educada. Ser forçosamente simpática e amorosa é proibido.
- ser comprometida com tudo e todos com os quais deu sua palavra - seja lá para o que for.
- seguir cegamente seus valores e educação.
- manter a honra pessoal e de sua família, em todas as situações."
E assim sigo.
Incomodou-se. Ótimo, procure outra que possa ser o que não posso.
Ou melhor, procure outra para ser o que não QUERO ser.
Sim, é isso mesmo: EU PODERIA até ser o oposto disso tudo MAS não QUERO.
Simples assim.
Afinal, algumas coisas não se discutem. Nem estão. Elas são.
Mari


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Também não sou "gênia", assim como você!



Este ano ministrei uma capacitação para os professores do PRO-JOVEM/URBANO
em João Pessoa. O tema? O recurso das artes plásticas no cotidiano de nossas aulas.
A discussão foi bacana, mas caía sempre no mesmo “ponto comum”:
“Não faço nada disso, não tenho criatividade!”.
Aí, eu, a capacitadora, respirava fundo... sabe por que?
Porque essa conversinha, a meu ver, é a saída dos acomodados.
Afinal, quem de nós é gênio?
Aqui neste mundinho, você conhece alguém que é a reencarnação do Da Vinci?!
Certamente não!
Sendo assim, logicamente, dinamizar uma aula – e usando recursos pouco usuais como os das artes plásticas (ainda mais se você é professor de Matemática, por exemplo) – é um GRANDE desafio para QUALQUER professor.
QUALQUER UM – que não seja reencarnação de ninguém, rs.
A diferença entre todos nós, chama-se INTERESSE, DISPOSIÇÃO E BOA VONTADE.
(aquilo que os acomodados chamam de falta de aptidão, de falta de habilidade e como último recurso, falta de tempo – afinal, por que uns têm tempo e outros não?!).
Que este post seja claro: não estou aqui dizendo que TODOS meus colegas são assim,
mas  não tenho nenhum receio em afirmar que conheço aos montes aqueles que fazem
esse “estilo”: “pegador de garapa, o vulgo garapeiro”
(garapeiro = expressão popular que designa sujeito que gosta de “pegar carona no navio alheio”).
Veja meu caso:
“Nossa, é demais como você é criativa. Você faz por isso, por que é “natural” no seu caso. Você tem habilidade!”
Sinto lhes informar que meu caso, como o de 90% daqueles que apresentam alguma dinamicidade vez ou outra em suas atividades docentes, é fruto de nada mais do que interesse.
ÓH!
É sério. Não há mistério nem segredo.
O passo a passo?
Compre um livro e leia.
Converse com outros colegas da área e peça detalhes de trabalhos interessantes que eles fazem em seus lócus de trabalho.
Perca tempo pesquisando sites de escolas, blog´s de tumas/alunos, blog´s de demais professores do país.
Converse com sua turma, descubra os interesses dela – afinal com a turma interessada e envolvida TUDO funciona.
Enfim, PERCA TEMPO.
Perca noites.
Pesquise.
No final, misture tudo, adapte  a ideia – logicamente às suas possibilidades, recursos e circunstâncias – e experimente.
Garanto, não doi.
E sabe o que não doi também? Chamar outros colegas para ajudar, para colaborar, para pesquisar junto, para COMPLEMENTAR a ideia original e fazer daquilo de fato sucesso.
Sabe por que a maioria dos professores “esforçados” – e não gênios – não gostam de “compartilhar” suas ideias?
Por que em muitos aspectos tornam-se até egoístas mesmo? – e aqui infelizmente admito que posso me encaixar.
Por que é muito MUITO chato você ter um trabalhão extra e entregar tudo pronto, assim de “mão beijada” a alguém que vai usar tudo e ainda fazer sucesso.
O problema é ver o sucesso do colega? Não.
O problema é ver o sucesso do que colega sem vê-lo trabalhar para isso.
É isso que me incomoda.
Colegas esforçados, interessados e cheios de boa vontade, quando fazem sucesso – e podem reparar, vivem fazendo – dá até gosto aplaudir e dizer por aí:
“aquele lá, eu conheço, merece demais tudo o que tem!”.
Mas os garapeiros, gaiatos, que vivem de “pegar carona no navio” alheio, esses me incomodam profundamente.
Afinal, não somos gênios, assim como vocês.
#FicaDica

MARI.