quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sou brasileira sim sinhô!

Sou brasileira sim, com orgulho e com amor.
E não tem copa, governo A ou B ou qualquer outra ideologia
oportunista que queira me fazer justamente enfraquecer meu patriotismo,
minha identidade cultural e social ou meu lugar 
- no sentido estrito do termo - que vá me fazer desistir daquele que é minha essência.
Não é ser ingênuo, nem é reprodução alienada de discurso partidário,
é consciência que uma nação é muito mais do que um "saco de pancada".
Somos nós todos que a construímos 
e a re-construimos historicamente a muiiiiiiiitos anos. 
Somos co-partícipes das vitórias, conquistas e avanços 
bem como das derrotas, fatalidades e retrocessos.
Queremos mais à nossa pátria? Sim, mais. Muito mais. Merecemos mais.
Mas não nos esqueçamos da nossa História, do nosso caminho até aqui -
independente do que se fez na gestão A, B,C - não esqueçamos de nossas 
histórias.
Infelizmente, nos vejo em processo gradual (e triste) de transformação (majoritária) numa nação que odeia a se mesma, que não se valoriza, que não se compreende, que não se defende, que não se auto-analisa, que não se orgulha, que não trabalha por si mesma, que não pensa positivo e pior, que não busca encontrar caminhos de crescimento.
Se não nos conhecermos, se não encontramos motivos para sonhar e querer crescer e se não colocamos toda essa vontade em prática, QUE NAÇÃO HERDARÁ NOSSOS FILHOS E NETOS?


(...)


Sou mesmo da contramão. Sou careta, daquela dos "velhos tempos"...
daquela que acha que nosso país tem 1001 problemas 
e realidades miseráveis e que muito tem a fazer para sair do SUBdesenvolvimento MAS que é a minha casa e mais do que isso, é meu LAR.
Por isso mesmo, não vou me contentar com essa situação permanente 
mas não posso, ao mesmo tempo, renega-lo ou desacredita-lo 
esquecendo de seu potencial de crescimento tanto físico, econômico, cultural e político E, PRINCIPALMENTE, social, sim, o social.
É essa nossa maior riqueza: o nosso povo. É nele e na sua capacidade que confio.
E é por isso que nesta copa, e nas demais que virão, 
nesta Olimpíada, e nas demais que virão, 
e em todas as demais competições esportivas 
ou situações em que meu, NOSSO, país estiver sendo representado
terei orgulho de "vestir a camisa" e de dizer que esse é meu lugar.
Por que, apontar 1001 erros e ficar aqui virtualmente xingando A, B, ou C é fácil.
Difícil mesmo é "botar a mão na massa" e fazer a diferença. 
Sim por que "querer é poder" e "saber é poder" DESDE que se aja!
Tomar consciência é MUITO DIFERENTE da conscientizAÇÃO
(como bem pôs Paulo Freire outrora).
Então, você, revoltado de plantão, o que faz na prática para melhorar as 1001 desgraças do nosso país além desse partidarismo facebookquiano barato

(que nem graça tem mais... agora já está penoso sabe?! #FICADICA)?!

(...)


Vai meu Brasil, entre em campo no futebol,
e todas as grandes áreas que forem preciso, e dê o seu melhor. 
A minha torcida, sempre terá.
"O lugar é maior do que as pessoas. Pessoas passam, o nação não."
MARI

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Algumas coisas vão, mas nem todas.


Guardar e acumular raiva, ódio e rancor de fato, não faz mal maior do que a quem os armazena e alimenta.
O outro, a quem se tem a tal raiva, rancor ou ódio, vamos combinar, na maioria das vezes nem sabe que a ele se destina tantos sentimentos infelizes.
Aí, no fim das contas, quem fica ruminando, sofrendo e se debatendo com o mal tremendo que esses três poderosos sentimentos causam é mesmo quem os mantêm.
Ok, ok. Seria muita hipocrisia minha dizer que nunca senti, alimentei ou sinto e alimento algum dos três. Claro, sou humana, também já me vi nesta situação.
Mas sou racional. Sei dos malefícios pessoais que isso tudo me faz. Por isso, faço o possível para me livrar destes "encostos" assim que posso.
Ok. Passa a raiva, passa o rancor e passa o ódio. Tudo passa.
Mas as marcas, essas ficam.
E não venha pedir ou esperar de mim, uma pessoa sensível e uma historiadora de ofício que não
sinta, que não se entristeça ou que esqueça, que não tenha memória.
No máximo, reze para que eu não lembre com frequência.
Esquecer? Impossível. A menos que doente...
O machucado que se causa muitas vezes é irrecuperável.
As marcas alí permanecerão para sempre.
Resta aos causadores, se ainda alí tiverem interesse de insistir por arrependimento
ou qualquer motivo que for, serem perdoados o suficiente para que o episódio causador
não venha a tona sempre. Para que ele permaneça esquecido e que assim, seja possível seguir.
É como uma queimadura. As marcas sempre nos lembram do choque, da dor. Não tem como.
E, muitas vezes, apesar do perdão, o retorno às "boas" nunca acontecerão
simplesmente  por que as "boas" ficaram num passado que não volta mais.
Conviver numa "boa" com quem deixou marcas tão profundas  é insustentável.
Assim, pode-se manter o coleguismo, a educação e vivência.
Mas a convivência de fato, não existirá nestes casos e, quer saber,
muitas vezes assim é mais saudável mesmo.
No mais, nunca é demais lembrar que tudo passa
e o perdão pode até vir do fundo do coração, mas a memória é permanente e taxativa:
o que se fez está feito.
Resta saber como lidar de maneira saudável com isso adiante.
Mari

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dançando um tanto...

Esse mês de maio me trouxe um "bico" muito bem vindo:
voltei a dançar.
Fui contratada pela Escola Pedro Calmon em João Pessoa
para coreografar as danças do S.João do Ensino Fundamental 01.
Os pequenos têm sido uns amores.
É incrível como a convivência com as crianças faz bem.
De longe os dias de ensaios são aqueles nos quais eu me sinto mais querida.
Nunca fui tão abraçada, beijada e querida na vida.
A pureza dos corações deles é ainda mais apaixonante.
De fato, não daria certo ser professora desse nível de ensino... seria difícil não ama-los cegamente.
A festinha vai se aproximando e eu fico sempre com o coração na mão...
penso sempre que sentirei muita falta de encontra-los mesmo que só uma vez por semana.
Além deles, e mesmo os ensaios sendo no fim da semana (o que significa o restinhoooooooo das minhas forças e energias), ainda tem a questão de voltar a dançar mesmo que suavemente através de suas comemorações juninas.
Dançar, para mim, sempre teve funções terapêuticas. É o meu remédio da alma sabe?
Assim, tenho concluído que neste período tenho sido mais feliz...
MARI
:)

domingo, 18 de maio de 2014

#ParaOMundoQueEuQueroDescer


5 segundos? Ou foram 10?
Não sei dizer... pareceu uma eternidade.
Hoje, fui assaltada na minha rua e por uma eternidade estive literalmente com a faca no pescoço.
Eu, que fui furtada na UFPB a menos de 3 semanas hoje tive essa "bela" surpresa.O prejuízo foi bem grande, muito. 
Boa parte do suado salário foi embora assim, de um segundo pro outro. 
Aquele salário que me custa tanto trabalho, empenho, energia e tudo o mais sabe? 
Foi embora. Sem mais nem menos.
O celular, que já era daqueles do tempo de nossa bisavó (nem internet tinha) também.
Os documentos? Já eram.
Instrumentos de trabalho que demorei a adquirir... também.
Podia ser pior? Ah, podia. 
E eu sei que não estava só por isso, Ele estava comigo.
Como estou me sentindo?
Primeiro senti medo. Depois senti mais medo misturado com raiva. Aí fiquei revoltada.
Agora, francamente, não sei mais o que sentir... estou no estágio "que mais falta acontecer" sabe?
O B.O.? Fiz. 
Mas não me pediram nenhum comprovante de que eu era eu mesma. 
Não me perguntaram se eu estava bem ou se me fizeram algo. 
No assaltante? (além de perguntarem se estava armado e o que me levou) 
ninguém nem tocou no assunto. Como era, o que vestia, para onde foi? 
Enfim... essas coisas que uma pessoa "ingênua" como eu esperaria da polícia
que em tese - e na minha cabeça inocente - deveria ir atrás do bandido.
Ponto final. Fim de assunto.
O que me resta? Sair de casa com medo (quando eu tiver coragem de sair),
andar mal vestida para que ninguém queira me roubar nada 
e aceitar que a essas horas o sujeito deve ter torrado todo meu dinheiro suado com
sua vida de impunidade.
Ser bandido é mesmo muito vantajoso em nosso país.
Nós, os honestos, é que pagamos a conta.
#Cansei #Desnorteada #ParaOmundoQueEuQueroDescer

sábado, 10 de maio de 2014

Vem cá fazer melhor!


Estes dias andei profundamente irritada com certos comentários das pessoas sobre minha vida.
Na maioria das vezes, não me importo com o que dizem.
Afinal, a vida é minha, ouço apenas o que considero construtivo e assim tenho seguido.
Masssssss existem épocas em que estamos menos "imunes"a esses comentários não é mesmo?
Nestes dias, tudo o que se quer é dar uns gritos e dizer poucas e boas a essas criaturas que no geral,
e no fundo, estão nos acusando de "dramáticos" e dizendo-nos que nossa vida
É SENSACIONALMENTE maravilhosa,
que não sabemos o que é sofrer ou fazer coisas ruins ou "a força" e blá blá blá...
Nisso constato duas coisas:
a) hoje em dia parece que vivemos numa competição diária
para ver quem é o "maior sofredor" de todos.
Se eu comento alguma coisa do tipo: "pocha, tá difícil por aqui..."
as pessoas não demoram a responder:
"dificil? Você não sabe o que é dificuldade..."
Não sei se rio ou rio...
francamente, tenho vontade de responder: "pocha, se joga da ponte essa sua vida é um martírio!"
b) O "outro" é sempre o dramalhão em pessoa.
 A vida dele é sempre muuuuuuuuuuito melhor do que a sua.
Ele é sempre o MAIOR dos ingratos que não sabe dar valor as maravilhas da sua vida.
COM CERTEZA se ele tivesse sua vida, AI SIM, ele saberia do que reclamar...
huahuahuauhahua
(...)
Bom, hoje dou rizada disso mas em algumas horas dá vontade é de gritar:
"Vem cá então viver minhas "maravilhas" e faz melhor!".
Ah, pelo amor de Deus!
Posso falar, amigo de verdade consola e anima.
Mostra o lado positivo de tudo e não começa uma chuva de lamentações
nos mostrando que a vida sempre pode ser ainda pior.
De gente que se lamenta, que nos acusa e que só vê
"o lado negro da força" tô farta.
"Tô pulando" esse tipo de gente, rs.
Quando estiver de bom humor e no meu momento
"fazendo a caridade de ouvi-lo sem escuta-lo"
eu volto a atura-lo. Até lá.... inté!
MARI.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Focada


Não sou perfeita, sou humana. E erro, muito.
Mas neste momento resolvi conduzir minha vida de uma maneira assertiva
acreditando piamente que estou no caminho da verdade e do bem.
Pensando somente nisso (em ser reta, justa e correta) resolvi traçar planos, metas, para minha vida.
(coisa que não é de hoje que venha fazendo...)
O que mudou foi o foco e a determinação em firmar bem os passos e a "mira" no meu objetivo.
Nada me desviará.
Sei bem onde quero chegar e estou decidida.
Agora, tudo está milimetricamente traçado na ponta do lápis.
Meu futuro depende SÓ DE MIM.
O presente, eu já ando percebendo, será essa eterna meleca azeda até que eu alcance os primeiros objetivos, mas, PACIÊNCIA...
(essa será a palavra de 2014, paciência)
e AÇÃO.
Chega de sonhar, e pior, de se lamentar da "lonjura" da distância da concretização de tudo.
Tá longe? Muiiiiiiiiiiiito! Não consigo nem enxergar "embaçado" tudo o que preciso,
mas não tem problema, vamos seguir firme até que lá longe,
no horizonte, o primeiro sinal de esperança comece a despontar.
Sempre fui assim: tenho dificuldade em tomar importantes decisões,
mas depois de tomadas,
ah, meu amor, não volto mais atrás. (salvo circunstâncias raríssimas...).
Tá decidido. E não está sendo nada agradável.
Estou feliz? Não. Definitivamente não.
Mas estou satisfeita. Estou no caminho certo.
Nem sempre o que é certo, o que é preciso, é tranquilo e "gostoso".
O desconforto, o desequilíbrio é necessário para aquisição de novas posturas e conhecimentos,
como bem diria o educador Jean Piaget.
Desequilibrarei e aos poucos, assimilarei (emos) todas as novas "fases" e adaptarei (emos) tudo com maior maturidade.
Vygotsky - outro grande educador - via em todo ser humano um potencial de crescimento, de aprendizagem.
O que nos separa disso, segundo ele, é apenas uma zona de desenvolvimento proximal.
Acho, que resolvi me jogar nela. Me jogar de cabeça.
Acredito no meu potencial, sei onde posso chegar e estou disposta a "desequilibrar"
no presente em prol da acomodação e futura aprendizagem que o processo todo possa me (nos) trazer.
Vai ser fácil? Não.
Vai ser rápido? Não.
Vou (vamos) sobreviver? Sim.
Avante.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Enojada...


A gente estuda tanto, se prepara tanto...
sabe, e no fim de tudo, você cai num mercado que, sinceramente, não precisa de nós.
Precisa é de um desses colegas - alguns que nem licenciatura possuem -
que fazem tudo a qualquer preço e hora.
Pronto, no final das contas, é ISSO o que conta e interessa.
(...)
É duro demais ser jogada no salão quando o que toca é o samba do criolo doido
e o que você treinou a vida toda foi o clássico dos clássicos.
É completamente desorientador o meramente e simplesmente correto ser tido
negativamente como "rigor" exagerado.
Rigor exagerado? Pocha... não sei se choro ou se rio com uma afirmação dessas.
(...)
Minhas convicções e valores educacionais andam muito muito abalados e sinceramente tenho estado triste - no sentido literal da palavra - o suficiente para não me animar ou esperançar com nada mais.
Que triste trabalhar assim. Que triste viver assim.
É nisso o que, aparentemente, minha carreira tem se transformado em 2014: numa tristeza.
A conclusão de que as conversas são só conversas, as promessas são só promessas
e as teorias são só teorias são uma realidade devassadoramente constatada a cada novo dia de trabalho
e tem um se tornado um fardo muito muito muito sofrido de levar.
Até quando meu Deus...
Mari
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