quinta-feira, 5 de maio de 2011

...outra pessoa em mim...




As vezes, eu sinto como se eu fosse duas: aquela que eu sou, e aquela que todos querem que eu seja.



Eu sou eu? Ou devo ser vós? Até quando devo aguentar viver nessa dissonância, nessa falta de sincronia?



Eu sinto como se me pintassem, me cobrassem uma conduta, como se me dirigissem...



como se EU, não importasse. O que importa é o que esperam de mim, o que acham que é correto.



Até onde você iria pela política "da boa vizinhança"? Até onde de fato precisamos dela em nossas vidas?



Até onde ela deve ir? Onde NÓS devemos ser?



Estou em crise, como podem ver. Fechadíssima pra balanço. Reavaliando tantas coisas... e desejando sempre e sempre, cada vez mais, estar só.



Não quero mais ter que ficar ouvindo que caminhos escolher, que palavras usar, como devo agir... não quero mais os que "se importam" comigo...aqueles...que se importam tanto, que não me ouvem, nunca. Afinal, isso não importa.



Não importa.



MARI

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Existe esperança para nós?!

Comó é possível que sejamos tão diferentes? Somos praticamente água e vinho!
Se não fosse o sangue, tenho certeza, não seríamos nem amigos.
(nós somos?!)
Definitivamente nossos valores, interesses, relações
e comportamentos são antagônicos, completamente.
E quando formos só nós? Francamente, acho que simplesmente não seremos.
Não é pessimismo, é realismo.
Conformidade depois de tantos anos de convivência.
No nosso caso, não prevejo mudança, nem acredito nela.
É lógico que se eu pudesse escolher nada disso seria assim,
pois no meu imaginário e ideal, nós deveríamos ser os melhores amigos, irmãos.
Deveria haver carinho, consideração, amor e fraternidade.
Desses quatro sentimentos, sinto muito, mas nada identifico de sua parte.
Nada, nada mesmo.
(A não ser nos momentos de conveniência, e esses, não contam).
Da minha parte, quantas vezes já os identifiquei...
e justamente por isso...como eu sofria.
Hoje, é como uma ferida cicatrizada sabe? Resolvida.
Ficou a marca, nada mais.Não se sente nada mais. NADA.
E se não fosse o registro, a presença constante, nem sentiria se está ou não alí.
O que mais me chateia é saber que não conto nem com o seu senso de justiça...
(que no meu ponto de vista deve ser igual com relação a todos, TODOS)
porque o que sempre acontece é que, não importa o caso,
você sempre parte do princípio de que eu estou errada, de que eu sou errada.
Então, francamente, de que vale a pena insistir numa relação que já está posta?
Numa relação que já está bem definida - parece que para ambos os lados.
Você escolheu seus caminhos, eu os meus.
Você fez suas apostas, eu as minhas.
Só o tempo dirá quem foi na direção certa.
MARI
:-/

Os incomodados....

As vezes eu fico pensando que eu devo ser o centro do mundo, rs.
Só pode ser! Afinal, porque as pessoas se incomodam tanto comigo?!


Não venha me dizer que não é que se incomodam, elas se "importam"...
ahhhhhhh, sim. Se "importam". Sei.


Se eu não gosto de estar por aí fazendo o que todo mundo faz,


se eu não sou "socilizada", se eu sou direta e metódica, se eu sou


isso, aquilo ou aquilo outro...enfim, se eu sou o que sou:


PROBLEMA MEU!


Se você não gosta de mim, não gosta do meu jeito...


sinto muito, é o que temos pra hoje ( e por muitos dias mais).


Então meu amor, seja franco com você mesmo uma vez na vida...


já que se incomada tanto, SE RETIRE! Suma.


Aqueles que gostam dos outros, gostam simplesmente.


Não ficam preocupados em ficar apontando erros, falhas, imperfeições...


o tempo todo, todo dia. Não se incomodam tanto, se identificam, aceitam.


Uma coisa é você virar pra alguém e dizer " olha, isso aí não foi legal",


outra é você ficar o tempo todo ironizando, soltando diretas, "aconselhando"...


Se você quer criar alguém, molda-lo...compra um cachorro, sei lá...


compra uma caixa de massa e modelar e faz dela o seu ideal...


Preciso lhe avisar: não sou sua "experiência", minha personalidade está formada,


minhas ideias são definidas se é que não percebeu.


Ah, adota um bebê. Faz dele teu clone. Teu súdito.


Mas eu não violão!


Eu sou assim. Se você quer mudar, nunca vai saber o que sou.


E se aceitar é dificílimo, me respeite ao menos.


E se até isso for impossível, SUMA.


Não ando fazendo questão de dor de cabeça na minha vida.


MARI


:/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama Morreu?!

Fui acordada com a notícia e as imagens de norte americanos alegres e comemorativos.

Ainda não acredito mesmo que pegaram o Osama Bin Laden.

E não sei de fato o que sinto com a notícia,

se reconforto (alegria não, nem de longe) ou tristeza.

Osama já tinha cumprido seu papel, já tinha feito História.

Já tinha deixado bem claro a que veio, e já tinha mostrado que não estava pra brincadeira.

Já era mito, agora - se é que morreu mesmo - virou mártir de fato.

Não concordo com o 11/9 nos EUA.

A melhor maneira de se mostrar autônomo e indignado

com os erros e mortes que os EUA vinham causando a população Oriental

nas décadas de 80 e 90 não devia ser matando mais gente não é?

Mas afinal, as pessoas que estavam nas torres gêmeas eram tão inocentes assim?

Quem é que ajuda a eleger um presidente da "qualidade" dos Bush e os mantem no poder?
Sou eu? Um afriaco na Etiópia? Não mesmo, são eles mesmos, os americanos.

Todo mundo tem uma parcela de culpa quanto as ações do governo que representa seu país,

afinal, se você não o elegeu, no mínimo você não faz nada para evitar que ele esteja alí.

Então, por colaboração direta ou por omissão, são culpados do mesmo jeito.

Disso, não tenho dúvidas.

Admirava a coragem do Osama, que sempre assumia de cara limpa suas ações.

Sua coerência em defender o Oriente, sua cultura, sua religião.

De deixar bem clara suas decisões, e de se fazer respeitar.

(através do medo, ok. Mas contra a petulância dos EUA - que não respeitam ninguém,

nem a ONU - existe outra maneira?!)

Se respeitássemos os outros, se soubéssemos conviver com as diferenças,
se cuidássemos só das nossas vidas e deixássemos de querer ser "a polícia guardiã" do mundo,

se deixássemos de querer evangelizar os outros ensinando-lhes o que e como consumir,

nada, nada disso precisava acontecer.
Nada disso deveria ser escrito na nossa História.

Enfim...Osama, não sei mesmo nem se você existe.

Mas sei que deixou uma mensagem que ficará gravadíssima!

Vivo, morto, existindo ou não, o recado foi dado:

Respeito é bom, e TODO MUNDO gosta!

MARI

:[


domingo, 1 de maio de 2011

O inferno é aqui?

Você já esteve em algum ambiente e de repente teve um estalo,
olhou bem pra um lado e pro outro, e pensou:
" o inferno deve ser assim...".
A idéia clássica de muito fogo e cãozinho com tridente... a muito
já não é minha referência diabólica, a não ser que seja a bem lúdica, infantil.
O "meu" inferno me parece muitas vezes bem mais real, e bem mais perto do
que eu poderia imaginar na minha cabecinha inocente de criança de anos atrás.
O comportamento, as atitudes, as escolhas e os caminhos que tomamos,
muitas vezes me levam a refletir sobre isso.
E não são poucas as vezes.
Quando agredimos simplesmente, quando desprezamos, quando desconsideramos,
quando somos desumanos...ah, e como somos.
E é isso que mais me assusta.
E depois, vem uma galera aí dizendo que não somos "animais". Como?!
Se muitas vezes minha cachorrinha me parece mais humana até do que eu mesma?!
É mais atenciosa, amorosa, querida, verdadeira, preocupada...
tantas vezes, quanto até EU não consigo ser.
Não sou santa, gostaria tanto de ser. Seria mais tranquila, teria mais paz interior.
Não sou santa mas também não sou pecadora "comum" se é que podemos assim dizer.
Posso dizer que sou "pecadora contrariada",
o que não diminui meu ônus de culpa nem um pouco, é claro.
Mas sou "fora d´agua" com certeza.
Ah, como me sinto um O.V.N.I. tantas e tantas vezes.
Como se esse mundo, essas razões, esses fazeres, esses comportamentos, essa rotina...
como se tudo isso me fosse estranho, não me pertencesse.
Como se eu não fosse "isso".
Como se eu fosse apenas uma observadora, uma perceptora.
E mais até do que isso, como se eu estivesse "percebendo", identificando,
e sempre me assustando, criando ogeriza e me sentindo um ser "de outro mundo".
Um mundo DIFERENTE, nem pior nem melhor, mas diferente.
É como se meu lugar não fosse aqui.
Eu não me enquadro, não me adequo, não me encaixo.
Sou um incomodo (para muitos) deslocamento no meio do caminho.
Sou a tal "pedra" sabe?
E o pior é que o "meu lugar" parece ser literalmente em outro mundo.
O que significa declaradamente que está dificil de eu me encontrar, rs.
Você já se sentiu assim? É terrível! Viver e não pensar nisso, é sempre meu desafio primeiro.
Que mundo é esse?
Como nele melhor viver sem me chocar, sem me machucar, sem fazer os outros sofrerem?
Como conviver com comportamentos e desejos que repudio?
Afinal, o inferno é aqui? Ou o inferno sou eu?
De tudo, só sei que não sei viver sem questionar,
pois como posso acreditar naquilo que não questiono?
MARI

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Não sei paquerar

Você sabe aquele olhar? Aquele...é...esse mesmo.
Aquele que está entre o 42 e o 44...
Ah, que coisa mais constrangedora!
Onde é que eu consigo um manual pra isso?!
As vezes eu acho que devo ficar roxa de vergonha!
Enquanto no geral as mulheres jogam o cabelo pra lá e pra cá,
dão aqueles risinhos idiotas e jogam charme "espontaneamente"...
as minhas primeiras, segundas e terceiras reações são:
desviar o olhar, fingir que não é comigo, mudar de lugar,
e até sumir no meio da multidão (e atitudes afins).
Daí, a gente já pode começar a entender um pouco do meu estado civil, rs.
Acho toda a situação muito desconcertante. Não levo jeito nenhum!
Alguém no planeta se sente assim também?!
Pra mim, essa tal de paquera sempre foi um grande obstáculo,
que quase nunca consigo ultrapassar, e como ela é imprescindível
para o desenrrolar de qualquer relação afetiva...
( no sentido amoroso do termo, rs)
vou ficando por aqui comigo mesma e vendo se meu anjinho da guarda
me prepara uma situação, algum dia na vida,
em que tudo isso não seja tão problemático.
Pois é, pra tanta gente problema mesmo é escrever um artigo,
enfrentar uma platéia, dar aulas ou assumir compromissos...
quanto a isso, pra mim, já não há obstáculos,
mas já no quesito "tun-tun" o negócio é bem mais "trabalhoso".
Ai, ai...mas já melhorei viu? Já não saio correndo, e em alguns casos,
até já consigo não duvidar que a "investida" é em mim mesmo.
Foi um avanço de certa forma.rs.
Êl laia...é, cada um com seus problemas!rs
MARI
:D

quarta-feira, 27 de abril de 2011

De malas prontas

(a foto é realmente da SENSACIONAL peça "De malas Prontas" que assisti anos atrás. Simplesmente demais, super recomendo!)


E lá vou eu me preparando para arrumar mais uma vez as malas.


Minha vida deve estar quase igual a Hannah Montana (como diria minha priminha):


vivo "na ponte aérea" e no mundo da lua.


No da lua não (se bem que eu daria tudo para estar mais lá do que aqui), mas no


mundo realmente eu ando razoalvelmente.


Talvez por isso eu goste tanto da minha casa, do meu quarto.


Somente aqui me sinto mais eu, pelo menos circunstancialmente.


Sou uma pessoa caseira, de maneira geral.


Gosto de estar no meu canto, reservada e não troco meu espaço por nada.


Isso não significa que sair seja um problema, mas, tem que valer a pena.


Não sou de sair por aí... pois gosto de saber pra onde vou, onde quero chegar.


Gosto de me sentir com propósitos definidos mesmo que seja pra "esparecer".


Não é que eu não goste de surpresas (boas claro), nem de coisas inesperadas.


Mas prefiro a objetividade, a segurança do caminho a seguir e do "alvo" a alcançar.


Viver aleatório, deixar que a vida me leve sem rumo pra onde bem quiser....


isso não é mesmo a minha cara.


Gosto de prever até o imprevisível, mesmo que isso seja muitas vezes impossível.


Detesto ser pega de supetão, desprevinida ou que me prejudique por falta de preparo.


Sou metódica sim, assumo. E mais até do que gostaria.


Mas isso nunca me fez mal de todo. Pelo contrário, só me beneficia.


O imprevisível acontece vez ou outra, é inevitável.


E eventualmente até é bom, mostra se estamos mesmo preparados pra tudo.


Bom, mas no geral já deu pra sacar né?


De imprevisível na minha vida só a metereologia, e vá lá...


Por isso, as malas, o juízo e as saídas estão sempre prontas,


afinal, não vim ao mundo a passeio, vim a serviço.


rs


MARI


:)